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ÉVORA

Universidade “abraça” mecenas para ajudar alunos carenciados

13 jan, 2014 • Rosário Silva

O Fundo de Apoio Social dos Estudantes da Universidade de Évora (FASUÉ) recebeu este ano 236 candidaturas, mais 72 do que o ano passado. Para reforçar o fundo, a instituição conta agora com mais 50 mil euros, provenientes de empresas, fundações, bancos e entidades do terceiro sector. Os alunos beneficiados agradecem com trabalho voluntário em prol da comunidade.
Criado em 2012, o Fundo de Apoio Social aos Estudantes da Universidade de Évora (FASUÉ) pretende apoiar alunos “em situação de carência económica de emergência e evitar que abandonem os estudos”.

Para este ano lectivo o montante financeiro ainda não está definido, mas conta já com 50 mil euros provenientes dos mecenas e uma dotação do orçamento da academia, o que deixa satisfeito João Nabais.

“Dos donativos que os mecenas deram à Universidade de Évora e da dotação orçamental que a instituição destinou ao FASUÉ, nós vamos conseguir atingir a mesma meta do ano passado” assegura à Renascença o pró-reitor da Universidade de Évora para as Relações com a Comunidade.

Assim sendo, avança: "Os alunos que estão em condições elegíveis para receber o apoio vão recebê-lo. O apoio que este conjunto de entidades dá à Universidade, permite apoiar os alunos com carências e que de outra forma não teriam condições de prosseguir os seus estudados aqui”.

O ano passado, das 163 candidaturas apresentadas, a instituição apoiou 37 alunos em risco de abandonarem os estudos. Apoios que são concedidos mediante a situação do agregado famílias e que incidem ao nível do pagamento de propinas, refeições e alojamento em residências.

Este ano, a academia já tem nas mãos 236 processos ainda em avaliação. O número de pedidos de ajuda aumentou, não só pela débil situação económica e financeira de muitas famílias que se agrava, mas também porque o próprio programa está agora a ser mais divulgado.

Há, contudo, contrapartidas. Os alunos beneficiados têm que dar parte do seu tempo à comunidade. “É um apoio que também tem um pendor formativo, isto é, eles recebem este apoio monetário, mas também têm que prestar 75 horas de trabalho em regime de voluntariado em instituições de solidariedade sublinha João Nabais.

“É uma contrapartida para reforçar a ideia de que o aluno está a ser beneficiado pela sociedade e, de alguma forma, também tem de contribuir para o bem estar da mesma”, declara o pró-reitor.

Portugal tem uma das mais altas percentagens de jovens que queriam prosseguir os estudos, mas não têm possibilidade de os pagar (38%). A conclusão é de um inquérito patrocinado pela Comissão Europeia e que é apresentado esta segunda-feira em Bruxelas. Intitulado “Educação para o Emprego: Pôr a Juventude Europeia a Trabalhar”, o designado “relatório McKenzie” incidiu sobre 5.300 jovens e 700 instituições educativas de oito países: Portugal, França, Alemanha, Grécia, Itália, Espanha, Suécia e Reino Unido.