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Câmara de Lisboa ameaça tirar tolerância de ponto aos trabalhadores de recolha do lixo

27 dez, 2013

Funcionários do sector da limpeza estão em greve até 5 de Janeiro. Para evitar maior acumulação de lixo nas ruas, autarquia está a disponibilizar contentores para entulho em vários pontos da cidade.
O presidente da Câmara de Lisboa ameaça retirar a tolerância de ponto na véspera de Ano Novo aos trabalhadores do sector da limpeza. Em causa estão os efeitos da greve à recolha do lixo, que se acumula há já quatro dias nas ruas da capital.

“Iremos ver como corre a recolha logo à noite para poder avaliar se é possível manter ou não a tolerância de ponto que estava prevista para todos os turnos no dia 31, ou se para alguns dos turnos vai ser necessário que a tolerância de ponto seja gozada já noutro período, de forma a que a situação de salubridade pública na cidade não se agrave excessivamente”, ameaçou António Costa.

O presidente da Câmara anunciou igualmente a colocação de contentores de entulho em vários pontos da cidade, onde os lisboetas poderão colocar o lixo até ao fim da paralisação dos trabalhadores do sector da limpeza.

O autarca lisboeta não desvendou quantos contentores é que vão ser distribuídos pela cidade, mas a prioridade vai ser dada aos bairros históricos, porque “é sobretudo nas zonas históricas, onde as casas são mais pequenas, onde há menos contentores de recolha e onde mais facilmente o lixo se espalha, que é necessário fazer esta medida complementar”.

O presidente da Câmara de Lisboa, que deu uma conferência de imprensa ao ar livre, em Campo de Ourique, insistiu, que estão garantidos todos os direitos dos trabalhadores da limpeza no processo de transferência de competências da autarquia para as juntas de freguesia.

António Costa recordou ainda que “a lei limita-nos muito a capacidade de resposta, porque não podemos fazer nenhuma medida que substitua aquilo que são os processos normais da recolha do lixo e, portanto, equivaleria a estarmos a substituir trabalhadores em greve por outras formas de recolha de lixo e isso a lei não nos permite”. O autarca perspectivou ainda que a situação não irá ficar totalmente normalizada antes de dia 8 ou 10 de Janeiro.

Esta foi a resposta da Câmara de Lisboa à greve à recolha do lixo. Uma paralisação que começou na passada terça-feira, dia 24, e que ameaça prolongar-se até 5 de Janeiro. Os funcionários contestam o alargamento do horário de trabalho para as 40 horas semanais, os cortes nos vencimentos e a eventual privatização de alguns serviços da autarquia.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), que abrange diferentes tipos de trabalhadores e horários, marcou para 24, 26 e 27 de Dezembro uma greve de 24 horas. No dia 28 de Dezembro, a paralisação será das 00h00 às 5h00. De 24 de Dezembro até 5 de Janeiro, os trabalhadores fazem greve também ao trabalho extraordinário. Apenas estão a ser salvaguardados os serviços mínimos, por exemplo, junto dos hospitais e mercados.