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Machete vai esclarecer “incorrecção factual” que foi “erro involuntário"

25 set, 2013

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros sugere a data de 8 de Outubro para ir à Assembleia da República falar sobre as acções da SLN.

Rui Machete está disponível para prestar esclarecimentos no Parlamento sobre o "erro involuntário" que disse ter cometido, quando referiu nunca ter sido accionista da SLN.

Numa carta dirigida terça-feira ao presidente da comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, Alberto Martins, divulgada à Lusa, o ministro sugere que seja aproveitada a sua primeira audição parlamentar, prevista para dia 8 de Outubro, para "prestar os esclarecimentos que os senhores deputados julguem pertinentes".

"Tendo os senhores deputados do Bloco de Esquerda levantado dúvidas em relação a uma carta de 5 de Novembro de 2008, que escrevi ao senhor deputado Luís Fazenda, em que, por erro involuntário, referi nunca ter sido accionista da SLN - Sociedade Lusa de Negócios S.A., julgo curial aproveitar a minha primeira ida ao Parlamento após aqueles eventos para prestar os esclarecimentos que os senhores deputados julguem pertinentes", sugeriu Rui Machete.

O ministro ressalvou ainda que estes esclarecimentos podem ser prestados "sem prejuízo que se cumpra a agenda normal" daquele tipo de reuniões.

A audição de Rui Machete está prevista para dia 8 ao abrigo do Regimento da Assembleia da República, que estabelece que os ministros devem ser ouvidos pelas respectivas comissões parlamentares pelo menos quatro vezes por cada sessão legislativa.

Em causa estão as afirmações de Rui Machete em 2008 numa carta dirigida ao líder parlamentar do BE à época, Luís Fazenda, no âmbito da comissão parlamentar de inquérito ao BPN, declarando que nunca possuiu acções da Sociedade Lusa de Negócios (SLN). O governante admitiu, depois de o semanário “Expresso” ter noticiado a existência da missiva, que cometeu uma "incorrecção factual" ao escrever que nunca ter tido acções da SLN, mas disse não haver qualquer intenção de o ocultar.

"No momento em que escrevi esta carta, em 5 de Novembro de 2008, não tinha quaisquer acções ligadas ao BPN. Aliás, nunca tive, em qualquer momento, acções do BPN. Equivocadamente escrevi então que nunca tinha tido acções da SLN. É bom sublinhar que este é o único ponto da minha carta em que existe uma incorrecção factual", refere um comunicado enviado à Renascença.