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“Ainda há espaço para acordo” com a Vimeca

23 jul, 2013

A garantia é deixada na Renascença pelo secretário de Estado dos Transportes. Empresa de transportes foi a única que não assinou o acordo com o Estado sobre o pagamento das dívidas. Em causa está a continuação dos passes intermodais.

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, estranha a recusa da Vimeca em chegar a acordo para dividir as receitas dos passes sociais e para o pagamento das dívidas do Estado, mas acredita que ainda há espaço para o diálogo.

“Eu próprio pedi ao presidente da Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa que continuasse a tentar, junto da Vimeca, chegar a acordo, dentro das regras definidas desde o início do processo negocial”, afirma Sérgio Monteiro à Renascença.

“Julgo que, até ao final da semana, ainda haverá lugar para isso e aproveito para lançar publicamente um apelo aos responsáveis da Vimeca para que possam chegar a acordo connosco e possam garantir que a qualidade do serviço e o preço aos utentes pela utilização do passe não se vai prejudicar”, acrescenta, sublinhando que as condições apresentadas foram as mesmas colocadas às restantes empresas.

O Governo garante, por outro lado, que, caso não haja acordo, “o Estado saberá, em devido tempo – e sem querer agora especular sobre os caminhos – proteger os interesses dos utilizadores que hoje são protegidos pela Vimeca”.

Sem acordo, os passes intermodais podem mesmo acabar na Vimeca, a transportadora que serve grande parte da Área Metropolitana de Lisboa. O Governo chegou a acordo com a maioria dos operadores privados de transportes, mas não com aquela empresa.

O acordo com o Governo, que paga indemnizações compensatórias por cada passageiro, tira aos operadores privados de transportes cerca de seis milhões de euros por ano, em benefício do Metro de Lisboa, que estava, segundo o executivo, a ser prejudicado.

Sérgio Monteiro diz que, se se tivesse chegado a acordo mais cedo, o Estado podia ter poupado, desde 2007, seis milhões de euros por ano.