Acordo nos passes sociais. Só a Vimeca fica de fora

23 jul, 2013

Por causa das dívidas do Estado, as empresas de transportes tinham ameaçado acabar com os passes sociais. O braço-de-ferro arrastava-se há meses.
O Governo chegou a acordo com a maioria dos operadores privados de transportes para a divisão das receitas dos passes sociais. Só a Vimeca ficou de fora.

O braço-de-ferro entre o Governo e as transportadoras arrastava-se há meses e colocava em perigo a continuidade dos passes sociais.

O “Jornal de Negócios” avança esta terça-feira que foi acordado um negócio, o qual ainda tem de ser carimbado pelo Tribunal de Contas.

No que toca à Vimeca, a sua exclusão deixa incerta a continuidade dos passes sociais em Agosto. O aviso é feito pela própria empresa, no seu site, onde refere que está a acabar o prazo para o Estado pagar as compensações financeiras devidas e explica que, no caso do passe L123, dos 67 euros que os passageiros pagam, a Vimeca só recebe 2,52 euros.

Os autocarros da Vimeca servem os concelhos da Área Metropolitana de Lisboa.

As transportadoras reclamam cerca de 20 milhões de euros relativamente a pagamentos de 2011, 2012 e 2013. Mas enquanto que para o primeiro ano o Governo admite usar o modelo de 1989, a partir de 2012 o objectivo passou por usar um sistema mais aproximado das movimentações de passageiros em Lisboa actualmente.