Recolha de óleos

Inspector-geral do Ambiente promete “inspecções sistemáticas” às empresas

18 jun, 2013 • José Carlos Silva

Quercus denuncia existirem empresas não licenciadas a fazer recolhas de óleos usados à margem da lei e a lucrar com o negócio da reciclagem.

Vão ser realizadas “inspecções sistemáticas” às empresas que fazem a recolha de óleos alimentares usados para reciclagem. A revelação foi feita à Renascença pelo inspector-geral do Ambiente, Pedro Duro, depois da Quercus ter exigido maior fiscalização no sector.

O inspector-geral assegura que o levantamento das empresas que operam nesta área foi feito nos últimos três meses e que as inspecções vão arrancar em breve.

“O levantamento que foi feito nestes três meses não estava feito de uma forma sistemática. Para além disso foi também construído um plano de acção que vai começar a ser executado a breve trecho. Como todas as inspecções não fazemos uma cobertura a 100% - não pode haver um polícia para cada português – mas será feita uma inspecção sistemática de forma a ser o mais abrangente possível, designadamente do ponto de vista territorial”, acrescenta.

Pedro Duro acrescenta que vão “trabalhar por amostragem para que os operadores licenciados e não licenciados percebam que nós andamos no local e tenham a noção que pode-lhes calhar na roleta russa a nossa inspecção”.

O inspector-geral aproveita para dar conta daquilo que ganham as empresas que operam à margem da lei. “Ganha-se muito. Ganha-se, por um lado, o salto burocrático que se dá relativamente aos licenciamentos que têm um custo, mas também se ganha quanto às exigências de contenção dos próprios óleos e acondicionamento que não são cumpridas por quem age à margem do sistema. Ainda consigo ter o ganho fiscal e uma concorrência desleal relativamente aos operadores que estão licenciados”.

A Quercus denunciou existirem empresas não licenciadas a fazer recolhas de óleos usados à margem da lei e a lucrar com o negócio da reciclagem.