O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
Ouvir Emissão
Acabou de Tocar CHER - THE SHOOP SHOOP SONG Acabou de Tocar

Últimas NotíciasPaísMundoPolíticaEconomiaReligiãoCulturaSaúde e CiênciaInfo A-ZEspeciaisPodcast

Há um "templo egípcio" para ver em Óbidos

Réplica do templo de Abu Simbel pode ser visitada até 31 de Outubro.
12-09-2012 2:37
Imprimir Enviar por E-mail Fonte Aumentar Letra Diminuir Letra

Dois contentores de placas de madeira transportados de barco desde o Egipto estão a ser transformadas numa réplica, quase em tamanho real, do templo de Abu Simbel, que poderá ser visitada em Óbidos até ao final de Outubro. 
 
A réplica do templo "demorou cerca de cinco anos a construir" e foi a forma encontrada pelo seu autor para "levar a história do Egipto às pessoas que não têm possibilidade de visitar o original", disse à agência Lusa Hany Mostafa.
 
A empatia com "o povo português" que "tem muitas semelhanças com os egípcios" levou o artista a escolher Portugal como o primeiro país da Europa a expor a réplica que, com 12 metros de largura por 21 de comprimento, reproduz na íntegra o original, com uma fachada de 33 metros de altura e 38 metros de largura.
 
As dezenas de estátuas e placas de madeira esculpida, transportadas em dois contentores, numa viagem de barco entre o Egipto e Portugal, estão há uma semana a ser montadas em Óbidos, onde o que parecem gigantescas peças de puzzle se transformam, a partir de hoje, num templo visitável. 
 
Além da fachada ostentando quatro estátuas (que representam o faraó Ramsés II sentado com a coroa dupla da unificação entre o alto e o baixo Egipto, a barba postiça, um colar e um peitoral com o nome de coroação), a réplica recria, no interior, duas salas do templo, denominadas salas dos pilares (com dezenas de estátuas), e o santuário, o local mais sagrado do templo, onde só Ramsés podia entrar. 
 
Desde as estátuas, às inscrições nas paredes ou às pinturas do tecto, a réplica recria ao pormenor " a história do faraó, da sua família, de outros deuses e da unificação do Egipto", explica o mentor do museu. 
 
Tal como o templo original, escavado numa rocha de arenito e que devido à construção da barragem de Assuão, e do aumento do caudal do rio Nilo, foi transladado para outra cidade, na década de 1960, a réplica está também a ser erigida pela segunda vez em Portugal, depois de ter estado em exposição na feira de artesanato de Peniche. 
 
Mas, apesar do cuidado para que, entre montagens e desmontagens, todos os pormenores da réplica se mantenham fiéis ao original, pelo menos uma das características do templo de Abu Simbel não será reproduzida em Óbidos.
 
"O templo foi construído de modo a que, duas vezes por ano, a 21 de Fevereiro (data do nascimento do faraó), e a 22 de Outubro (data da sua coroação), o Sol iluminasse as estátuas no santuário, coisa que aqui não conseguimos fazer", explica Hany Mostafa. 
 
Nada que, ainda assim, tenha impedido a réplica de atrair "cerca de dez mil pessoas", em Peniche, ou que impeça o seu autor de subir a fasquia e acreditar que "esse número seja ainda maior em Óbidos". 
 
As portas do templo egípcio vão estar abertas ao público, na cerca do castelo de Óbidos, entre quarta-feira e 31 de Outubro.
 
As entradas custam três euros por pessoa, cinco euros para casal ou bilhete familiar (casal e filhos) e 1,5 euros para bilhetes de grupo.

PARTILHAR

  • PUB

Deixe aqui o seu comentário relativo a este artigo. Todos os comentários estão sujeitos a mediação.

Tem 1500 caracteres disponíveis

Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.


Entrar Renascença V+
Presidente da TransAsia curva-se perante a tragédia. "Peço desculpa"



INFORMAÇÃO      BOLA BRANCA      PROGRAMAÇÃO      MÚSICA      MULTIMÉDIA      OPINIÃO