Os tempos são de crise, mesmo assim o sector dos seguros manteve resultados positivos nos primeiros seis meses do ano. Qualquer coisa como 173 milhões de euros, mais 20% do que em igual período do ano passado.
A contribuir para esta melhoria de resultados esteve “sobretudo a melhoria dos valores mobiliários, cotados em bolsa, que melhoram este primeiro semestre, e também uma diminuição da sinistralidade no ramo automóvel”, explica à Renascença Seixas Vale, presidente da Associação Portuguesa de Seguradoras.
Seixas Vale sublinha que o “volume de negócio diminuiu, sobretudo na área do ramo vida, porque os nosso principais distribuidores que são os bancos estão a procurar fazer com que as pessoas utilizem os seus produtos próprios, que são os depósitos a prazo e, portanto, aí tivemos um decréscimo com algum significado”.
Quanto a reclamações, o sector automóvel continua ser o que mais queixas motiva por parte dos clientes. “Temos cerca de 800 mil sinistros, por ano, e temos cerca de 10 a 11 mil reclamações”, diz o presidente da Associação Portuguesa de Seguradoras.