O ministro das Finanças diz que só vai haver reposição integral dos subsídios de férias e de Natal em 2018. O PCP e o Bloco de Esquerda criticam fortemente este calendário.
Os comunistas, pela voz de Vasco Cardozo, consideram que “vir dizer que prolongará por seis anos o roubo do subsídio de Natal e de férias é de um Governo que está a agir contra os interesses nacionais”.
Esta atitude “merecerá a resposta e a luta dos trabalhadores, a começar amanhã pela jornada do 1º de Maio onde o anúncio desta medida não deixará de suscitar em muitos homens e mulheres um sentido de indignação que apele à sua participação nesta jornada de luta”, acrescenta Vasco Cardoso, do PCP.
Já Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, fala em “burla económica e financeira”. “Sete anos depois, se alguém acreditar na canção de embalar do Governo, sejam devolvidos os subsídios que são retirados do salário e das pensões dos reformados”, refere.
O coordenador bloquista acrescenta “o Governo mostra que tem contas que não batem certo. Todos os dias estão a ser tomadas novas medidas de austeridade e todos os dias o Governo diz que não vai haver novas medidas de austeridade”.
Louçã lembra que só esta semana “vai ser votada a simplificação dos despedimentos ou a redução do apoio aos desempregados”.
Já o PS diz que “os portugueses ficaram a saber o que valem as promessas do primeiro-ministro”. “Fomos todos surpreendidos com a notícia de que a reposição [dos subsídios] só acontecerá em 2018. Não só os tira em 2012 e 2013 como vão continuar sem receber os subsídios os pensionistas e os funcionários públicos em 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018, muito para lá da legislatura e do memorando de entendimento”, refere João Ribeiro, porta-voz do secretariado socialista.