A Autoridade para as Condições de Trabalho (ATC) registou 161 mortes em acidentes laborais em 2011. O sector da construção civil foi o mais afectado, com 44 acidentes mortais.
Segue-se o sector das indústrias transformadoras com 21 e 15 na agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca, sendo que 156 eram homens e apenas cinco mulheres.
De acordo com o Relatório Anual da ACT, que vai ser apresentado publicamente hoje, em Lisboa, 149 destes inquéritos são relativos a acidentes ocorridos e reportados em 2011 e 12 referem-se a acidentes ocorridos em 2010, mas apenas reportados no ano passado.
Quase 130 destas vítimas mortais referem-se a acidentes que ocorreram nas instalações laborais, 19 reportam-se a acidentes em viagem, transporte ou circulação e 14 a acidentes 'in itinere', relativos a deslocações entre o local de trabalho e a residência do trabalhador.
Em 2011, a ACT realizou mais de 90.000 visitas, abrangendo mais de 80.000 estabelecimentos e 600.000 trabalhadores, cujo resultado foi 154 participações-crime, 929 suspensões de trabalho e que se 4.800 autos de advertência. Foram ainda detectadas 17.607 infracções.
Para a Autoridade, "estes números, a par dos mais de 25.000 pedidos de intervenção dirigidos à ACT, nomeadamente por trabalhadores e empresas no ano passado, são um indicador claro do impacto da crise na economia e, em especial, no desenvolvimento das relações laborais".