Oficial. Apenas um candidato melhorou proposta ao Novo Banco

07 ago, 2015

Prazo para a entrega de propostas terminou esta sexta-feira [notícia actualizada].
Oficial. Apenas um candidato melhorou proposta ao Novo Banco

O Banco de Portugal (Bdp) revela que apenas uma das três propostas finais para a compra do Novo Banco foi revista até à data limite, que terminou esta sexta-feira, às 17h00.

"As propostas vinculativas recebidas no dia 30 de Junho continuam integralmente válidas, tendo sido entretanto objecto de clarificações no âmbito das discussões havidas com cada um dos três potenciais compradores", nota o banco central em comunicado enviado às redacções.

O prazo previsto para a entrega das propostas vinculativas era 30 de Julho passado, mas o Banco de Portugal, que lidera a operação, comunicou nesse mesmo dia que convidou os potenciais compradores a apresentar as propostas vinculativas revistas até 7 de Agosto, uma vez que, conforme previsto no caderno de encargos, na terceira fase é possível uma extensão para a negociação ou exclusão de potenciais compradores.

Os grupos chineses Fosun e Anbang e o fundo norte-americano Apollo têm sido referidos pela comunicação social como os selecionados para a fase final de propostas para a compra da instituição, mas o BdP não revela qual a entidade que reviu a sua proposta.

Fontes próximas do processo tinham dito inicialmente à agência Lusa e à SIC que os chineses da Fosun e da Anbang e os norte-americanos da Apollo tinham apresentado esta sexta-feira propostas finais e melhoradas para a compra do Novo Banco. O Banco de Portugal vem agora esclarecer que só um dos candidatos reviu a proposta.

Há cerca de um ano, o Estado emprestou 4.400 milhões de euros ao Fundo de Resolução proveniente dos dinheiros negociados com a 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) para o sector financeiro. O Fundo de Resolução acrescentou mais 500 milhões de euros para injectar na instituição liderada por Stock da Cunha.

A autoridade de supervisão bancária pretende com esta venda minimizar os prejuízos da operação, pois qualquer oferta inferior a 4.900 milhões de euros será de perda para o Fundo de Resolução.

[notícia actualizada às 20h44 - com o anúncio do Banco de Portugal]