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Jogos digitais "a sério" e "de brincadeira" nascem em Barcelos

14 mar, 2014 • Isabel Pacheco

Do Centro de Investigação e Desenvolvimento de Jogos Digitais saem jogos de treino para cirurgiões e simuladores de carros. A instituição quer contribuir para uma marca portuguesa na economia digital.

Jogos digitais "a sério" e "de brincadeira" nascem em Barcelos
Jogos digitais "a sério" e "de brincadeira" nascem em Barcelos
"Cobrimos as áreas todas dos jogos digitais", afirma o director do Centro de Investigação e Desenvolvimento de Jogos Digitais do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA), em Barcelos. Daqui, saem jogos "sérios" e de "brincadeira", explica à Renascença.

O centro tem seis laboratórios de desenvolvimento de produto, que abrangem desde o interface à electrónica, da robótica dos audiovisuais à prototipagem.

“Do ponto de vista de jogos a sério, temos projectos na área de jogos para treino de cirurgiões e médicos, na área da saúde. Do ponto de vista de jogos mais lúdicos, a brincar, temos um conjunto de jogos como simuladores de carros, plataformas 3D e animação em tempo real", explica Nuno Rodrigues.

O IPCA quer assim aposta, não apenas no futuro da Instituição, como no do país.

"Um relatório recente da União Europeia aponta que a economia digital vai ter um potencial enorme até 2018. Estamos a falar de qualquer coisa como 68 biliões de euros de receita prevista e qualquer coisa como três milhões de novos postos de trabalho", diz Nuno Rodrigues. 

O centro quer "capacitar o país e a instituição para formar os profissionais para conseguirem estes postos de trabalho e terem uma palavra a dizer nesta economia que vai surgir até 2018", indica o director do centro.

Trata-se, assim, de uma “jogada” de antecipação de 2,75 milhões de euros, em mais de dois mil metros quadrados de laboratórios que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, vai conhecer e levar para casa, não em formato de jogo, mas em 3D.

"No dia da inauguração isto vai ser dado ao senhor primeiro-ministro: é o edifício em 3D", avança Nuno Rodrigues, que quer afirmar o projecto do IPCA numa referência nacional da economia digital.