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Empresa que comprou o BPN por 40 milhões exige 100 milhões ao Estado

15 jul, 2013

Estado deve ao BIC mais do dobro do que foi pago pela compra do BPN. Contactado pela Renascença, o presidente executivo do Banco BIC Portugal recusa comentar o caso.

O banco BIC pagou 40 milhões pelo Banco Português de Negócios (BPN) e exige agora ao Estado o reembolso de 100 milhões de euros. A exigência decorre do contrato assinado entre as duas partes, em Março do ano passado.

A nova polémica com o contrato de privatização do BPN surge esta segunda-feira de manhã, no jornal "Público", segundo o qual o Estado já deve ao BIC mais do dobro do que foi pago pela compra.

A reclamação de reembolso está relacionada com as condicionalidades decorrentes do acordo de privatização, tendo as facturas já sido enviadas à Direcção-Geral do Tesouro, antes tutelada pela agora ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque.

Segundo o contrato assinado entre o Estado português e o grupo luso-angolano, o BIC assume as despesas de acções instauradas ao BPN por clientes e trabalhadores, mas mediante o compromisso de ser reembolsado pelo Estado.

O pedido de reembolso já chegou e sabe-se que os 100 milhões reclamados são apenas uma parte do bolo, uma vez que a maior fatia do montante que o BIC ainda vai reclamar mantém-se em contencioso judicial.

Uma auditoria encomendada pela Caixa Geral de Depósitos – que geriu o BPN entre Novembro de 2008 e Março de 2012 – estima em cerca de 600 milhões de euros as responsabilidades a assumir pelo BIC. O valor será, mais tarde ou mais cedo, reclamado ao Estado.

A Renascença contactou o presidente executivo do Banco BIC Portugal, mas Mira Amaral recusou-se a comentar assuntos que estão a ser discutidos com as Finanças.