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Passos diz que recessão "está a abrandar" e vamos assistir a "viragem"

28 jun, 2013

O primeiro-ministro reafirma optimismo. Passos Coelho está em Bruxelas, onde falou aos jornalistas no final do Conselho Europeu.

Pedro Passos Coelho considerou esta sexta-feira, em Bruxelas, que o limite para o défice este ano, de 5,5%, é "perfeitamente alcançável", atribuindo a subida no primeiro trimestre ao aumento da despesa pública resultante da decisão do Tribunal Constitucional.

“A recessão em Portugal está a abrandar, o que é motivo de esperança, porque contamos, até ao final do ano, ter uma viragem na tendência económica", afirmou o primeiro-ministro.

"Estamos a fazer de tudo e a tomar todas as medidas para favorecer essa alteração de tendência”, assegurou ainda, pouco tempo depois de o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter revelado os números do défice no primeiro trimestre do ano.

Nas administrações públicas, atingiu os 10,6% do PIB, um resultado influenciado pelo recapitalização do Banif, sustenta o Governo, ocorrida no início do ano. O Governo acrescenta que para os 10,6% contribuiu também o pagamento do subsídio em duodécimos.

“Sabíamos que este ano haveria um aumento da despesa pública, resultante do facto de estarmos a fazer a reposição de um dos subsídios aos trabalhadores da administração pública e aos pensionistas. De facto ele ainda vai ser um pouco maior, na medida em que depois da decisão do Tribunal Constitucional vamos repor não um mas dois subsídios: isso corresponde a um aumento da despesa pública e portanto a um agravamento do défice quando comparado com o ano passado”, justificou Passos Coelho.

Lembrando a intervenção de Vítor Gaspar, esta semana no Parlamento, o primeiro- ministro considera que face aos números divulgados, o “limite para o défice este ano é perfeitamente alcançável”.

“Os dados que dispomos do segundo trimestre em contabilidade pública mostram que temos todas as possibilidades de atingir o défice de 5,5% até ao final deste ano. E isto deve ser uma boa razão para estarmos mais optimistas quanto ao desempenho macroeconómico até ao final do ano”, sublinhou.

A esquerda parlamentar reage e diz ser tempo de o Governo ser "travado".