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Francisco Sarsfield Cabral

Propostas surrealistas

22 jan, 2013 • Francisco Sarsfield Cabral

Nem sempre as ideias do FMI são sensatas. Num país com a segunda mais baixa taxa de natalidade do mundo e onde a protecção à família é tão débil, taxar o subsídio de maternidade é falta de bom senso. A sustentabilidade financeira da Segurança Social está em risco.
Propostas surrealistas
Desde que foi tornado público o relatório do FMI com propostas para cortar despesa do Estado, sucedem-se novas sugestões da mesma instituição, na maioria respigadas de um outro relatório seu, sobre a última avaliação da “troika” ao programa de ajustamento de Portugal.

Nem sempre as ideias do FMI são sensatas, o que não é bom para o debate sobre a reforma do Estado nem para o prestígio da instituição.

É o caso de passar a cobrar imposto (IRS) aos subsídios de maternidade e de abandonar o englobamento dos rendimentos dos casais para efeitos também de IRS, passando a considerar em separado o rendimento de cada um.

Num país onde a protecção à família é tão débil, e que tem a segunda mais baixa taxa de natalidade do mundo, estas propostas do FMI são surrealistas.

Com o rápido envelhecimento da população portuguesa, a sustentabilidade financeira da Segurança Social está em risco. São cada vez menos trabalhadores no activo a descontar para um número crescente de reformados, que têm (e ainda bem) uma esperança de vida muito superior à do passado.

Haja bom senso.