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Gaspar diz que foi Governo a pedir mais tempo. Durão diz que iniciativa é da Comissão

24 out, 2012

Ontem, o presidente da Comissão revelou em Estrasburgo que tinha partido de Bruxelas a iniciativa de dar mais um ano a Portugal para reduzir o défice. Esta manhã, o ministro das Finanças diz que proposta partiu do Governo.

Gaspar diz que foi Governo a pedir mais tempo. Durão diz que iniciativa é da Comissão
O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, garantiu esta quarta-feira, durante uma audição na comissão parlamentar do Orçamento, que a revisão das metas para o défice orçamental foi proposta pelo Governo e não pela “troika”.

"Partiu das autoridades portuguesas" a iniciativa de alargar os limites para o défice, assegurou o ministro.

O deputado social-democrata Miguel Frasquilho tinha perguntado a Gaspar "de quem partiu a iniciativa" de rever as metas até 2014 e se as negociações a esse respeito "foram difíceis ou demoradas".

Vítor Gaspar respondeu que o "primeiro passo" para a flexibilização das metas foi dado em Julho, acrescentando que "a abertura dos parceiros internacionais foi sinalizada desde logo" numa reunião do Eurogrupo.

Mas, ontem, Durão Barroso revelou que foi a Comissão Europeia a sugerir mais um ano para o processo de ajustamento financeiro português. O presidente do executivo comunitário afirmou perante o Parlamento Europeu, em Estrasburgo, que a iniciativa de dar mais um ano a Portugal para reduzir o défice orçamental partiu de Bruxelas e não do Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Na realidade, e quero deixar isso muito claro, foi a Comissão Europeia que propôs - com o apoio do FMI, mas foi uma proposta da Comissão Europeia - que fosse dado mais um ano a Portugal e a Espanha para atingir as metas da consolidação orçamental. Foi uma proposta nossa, não do FMI”, afirmou Durão Barroso.

A 11 de Setembro, aquando da conferência de imprensa da quinta avaliação do programa de ajustamento, Vítor Gaspar anunciou ao país que o Governo e a “troika” tinham acordado rever as metas para o défice orçamental para 5% do PIB este ano (em vez de 4,5%), 4,5% para 2013 e 2,5% para 2014.