Novos protestos violentos juntos à sede do Governo de Hong Kong

01 dez, 2014

Os manifestantes cercaram a sede do Governo durante a noite e impediram o seu funcionamento dos serviços na manhã desta segunda-feira.
Novos protestos violentos juntos à sede do Governo de Hong Kong
Milhares de activistas pró-democracia em Hong Kong confrontaram as autoridades, esta segunda-feira de manhã, ao tentar entrar na sede do Governo, desobedecendo a ordens para recuar.

O caos explodiu quando os trabalhadores faziam o seu caminho para o trabalho, com centenas de protestantes a rodear o “Admiralty Centre”, um edifício que aloja escritórios e armazéns, em tensão com a polícia. Várias lojas mantiveram-se fechadas até meio da manhã e vários edifícios do Governo mantêm-se fechados.

A multidão gritava “cerquem a sede do Governo!” e “abram a estrada!" a caminho do trabalho. “Peço a toda a gente que fique aqui até de manhã para mantermos o cerco à sede do Governo. Vamos impedir o funcionamento do Governo amanhã”, apelava um dos líderes do protesto. Os manifestantes atiraram garrafas, capacetes e guarda-chuvas à polícia.

As forças policiais, que têm sido acusadas de uso excessivo de força, já tinham libertado aquela área há mais de um mês, recorrendo ao uso de bastões e de gás de pimenta, durante alguns dos episódios mais violentos desde o início das manifestações, que duram há dois meses.

A comunicação social de Hong Kong registou 40 detenções durante a noite.

As manifestações ressurgiram depois de quatro noites de confrontos no bairro da classe trabalhadora em Mong Kok, ao largo do porto de Admiralty. Foram detidas 28 pessoas nas agitações da passada sexta-feira à noite e na madrugada de sábado, no bairro de Mong Kok, onde estão situadas lojas, bancas de rua, joalharias e restaurantes.

O movimento democrático representa uma das maiores ameaças para a liderança do Partido Comunista Chinês desde a repressão sangrenta a protestos de estudantes pró-democracia, em 1989 em Beijing.

Os manifestantes exigem nomeações livres para os candidatos às próximas eleições em Hong Kong, uma antiga colónia britânica, previstas para 2017. O governo chinês autorizou as eleições em Hong Kong, mas apenas envolvendo candidatos previamente autorizados por Pequim.