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Francisco Sarsfield Cabral

Intervenções coordenadas

Para muitos, o discurso de Portas no domingo foi o PP a querer estar no Governo e na oposição ao mesmo tempo. Mas julgo que não me engano ao dizer que as intervenções de Passos Coelho e de Paulo Portas estavam coordenadas e eram complementares.
08-05-2013 7:51 por Francisco Sarsfield Cabral
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Quando o General de Gaulle era Presidente da República de França e governava com base no partido gaullista, com o apoio de um outro e mais pequeno partido, o líder deste último, Valéry Giscard d’Estaing, comentou uma posição governamental dizendo “oui, mais…” (sim, mas…).

De Gaulle respondeu que não se pode governar com “oui, mais…”. Mas não houve crise política em França.

Agora, Paulo Portas distanciou-se da contribuição sobre as pensões, anunciada pelo primeiro-ministro. Creio que Portas não repetiu o número – esse, sim, inaceitável – que fez em Setembro com a taxa social única (TSU), em que avisou que era contra, adiantou alternativas, tudo em vão, mas acabou por aceitar para não criar uma crise governativa).

Para muitos, o discurso de Portas no domingo era, uma vez mais, o PP a querer estar no Governo e na oposição ao mesmo tempo. Julgo que não se trata disso, mas sim de gerir divergências legítimas no Governo.

Na segunda-feira arrisquei dizer na Renascença que as intervenções de Passos Coelho e de Paulo Portas estavam coordenadas e eram complementares. Parece que não me enganei.
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