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Cultura sai à rua em protesto dia 13 de Outubro

27 set, 2012 • Ana Rodrigues

Os artistas prometem um dia de contestação, mas com concertos, pintura, dança e poesia. Os subscritores do manifesto “Que se lixe a ‘troika’: queremos as nossas vidas”, apelam à participação em massa.

Contra os cortes na cultura, muitos artistas portugueses juntaram-se agora aos subscritores das manifestações de 15 de Setembro. A primeira iniciativa está marcada para 13 de Outubro na Praça de Espanha, onde esperam juntar milhares de pessoas.

Em conferência de imprensa, a cantora Maria Viana diz que vão mostrar que os artistas estão revoltados com a postura do Governo. “O exemplo tem de vir de cima e não vem de cima, vem sempre de baixo”, critica.

“Estamos, neste momento, a recolher exemplos junto dos mais humildes. Os mais sacrificados é que nos têm dado o exemplo. Isto não é hierarquia, isto não é meritocracia, é uma vergonha. Portanto, estamos dispostos a fazer das tripas coração e arte nas ruas e arte onde for possível fazer, sem nos queixarmos, mas por favor, os artistas somos nós”, sublinha Maria Viana.

Os artistas prometem um dia de protestos, mas com concertos, pintura, dança, poesia, expressões de uma cultura que o músico Bruno Cabral garante estar a ser delapidada.

“A nível de financiamento, a Direcção-Geral das Artes não esta a atribuir financiamento este ano, ainda em Setembro reabriu concurso mas não há calendário nenhum. A nova lei do cinema, que supostamente ia permitir novos concursos, também não tem calendário nenhum”, aponta Bruno Cabral.

A cultura vai sair à rua no dia 13 de Outubro, mas até lá os protestos vão continuar. Os subscritores do manifesto “Que se lixe a ‘troika’: queremos as nossas vidas”, apelam à participação em massa.

João Camargo, um dos organizadores, diz que o fim da TSU não significa o fim das políticas erradas. “Na verdade, não ouvi uma única palavra de ordem em várias horas de manifestações que fosse sobre a TSU, apesar de ter havido esse recuo, um recuo relativo, sabemos que vai ser substituído por outra medida cruel, outra medida de economia selvagem e que vai obviamente buscar dinheiro a quem já não tem mais dinheiro para dar”, afirma.