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Padre Lino Maia

"700 euros não dá para viver, nem para morrer alegremente"

Diz que a situação é extremamente complicada

  • Áudio O exemplo de Setúbal

  • Áudio Ana Martins e o novo fenómeno social

  • Áudio Defende cortes acima dos mil euros

O presidente da Confederação das Instituições de Solidariedade Social foi um dos convidados da Renascença que promoveu um debate sobre o estado do país, do ponto de vista de quem está no terreno a prestar apoio social.
21-09-2012 13:51
Sobre a situação actual de crise, o Padre Lino Maia defendeu que as pessoas com rendimentos inferiores a mil euros deveriam ficar isentas do agravamento da contribuição para a segurança social.

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade rejeita qualquer corte de salários acima dos 700 euros, como a imprensa avançou.

"De facto, 700 euros não dão para viver e diria que nem para morrer alegremente. Dá para ir atrasando por alguns dias a morte. Julgo que aquilo que nós podemos considerar, para uma família média, a fronteira entre o viver e sobreviver estará nos mil euros. Compreenderia que a partir daí houvesse alguma ponderação e alguma medida", defende.

Na sua intervenção, lembra ainda uma situação pontual comparável àquilo que o país enfrenta agora: “Em Setúbal, nos anos 80, houve uma situação complicadíssima, mas o que aqui aconteceu está replicado em todo o território nacional, com particular incidência nas zonas deprimidas, nas áreas metropolitanas – Porto e Lisboa. A situação é extremamente complicada”, alerta.

Na Renascença esteve em debate o estado do país, do ponto de vista de quem está no terreno a prestar apoio social. Foram convidados o presidente da Confederação das Instituições de Solidariedade Social, padre Lino Maia, e a directora da assistência aocial da AMI. Ana Martins fala num “fenómeno relativamente novo, numa Europa depois da II Guerra Mundial, que é o dos pobres trabalhadores”.

O ministro das Finanças é ouvido esta sexta-feira pelos conselheiros do Presidente da República, Cavaco Silva, que convocou Vítor Gaspar a comparece à primeira parte do Conselho de Estado depois do anúncio de mais medidas de austeridade. A contestação às medidas, nomeadamente, a descida da taxa social única (TSU) com o aumento do desconto dos trabalhadores para a Segurança Social está no centro das atenções, num xadrez político onde o PS se posiciona contra e o Governo de coligação manifestou publicamente divergências.
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Comentários (61)
  • » Maria Ahrens Teixeira (Xaxão), Linda-a-Velha, 24-10-2012 0:04

    Meus amigos todos estamos mal, os 230 euro não dão para nada..... Depende Ora vejamos uns podem ter 230 euro e não pagarem renda, outros não pagarem renda e viveram pais. Outros ainda com os mesmos 230 euro e com rendas antigas. Mas, também há com os ditos 700 euro e com rendas de 400 euro, 450 euro, 380 euro ... Pois é e esses estão bem pior. É tudo uma questão de números, No dia em que todo e qualquer cidadão for obrigado a pagar uma Multa de € 150 senão apresentar IRS, e não é dificil, é so consultar o CENSOS, teremos uma sociedade mais justa se a carga de impostos for de acordo com os rendimentos de cada um. Temos funcionarios camara, figuras publicas com casas pagas ou rendas de 60 euro, enfim neste país so se safa mesmo o vigario. Me desculpem mas esta é a realidade.
  • » alexandra, amarante, 19-10-2012 11:52

    Concordo com a margarida de santo tirso. As coisas estão más, não digo que não. Mas sou do tempo em que as minhas(e do meu irmão) prendas de natal eram cuecas e meias. Lembram-se? Em setembro os meus pais davam-nos umas botas para o inverno. A notita de quinhentos escudos que os avós e os tios davam de vez em quando, ia para o mealheiro para mais tarde podermos andar nos carrinhos sem ter que pedir aos pais. O dinheiro dos pais era sempre tão pouco. Roupas de marca, nem sei o que isso era, mas não andava nua e muito menos suja. Brinquedos?? Sim, tive alguns com que podia brincar e outros como eram bonitos iam para cima do guarda-vestidos. Recordam-se?! E depois brincavamos na rua com bolas feitas de meias velhas, aos elásticos, às escondidas, ao apanha... Ui, eu sei lá. Férias? Era toda esta brincadeira mas com mais amigos e primos que vinham passar as ditas férias à aldeia. E como tinhamos mais tempo pois era verão, ainda íamos para o rio ou para o tanque da quinta do vizinho. Até a semeia das batatas, das vindimas, da apanha da azeitona, das couves, tudo isto era uma alegria. E atenção que não era trabalho infantil e não deixei de ser o que sou hoje. Lembram-se que ao domingo o almoço era melhorado, com arroz, batata e o frango ou coelho que a mãe matou e assou no forno. E ainda havia um bolito ou leite-creme feito pela nossa mãe como sobremesa. Pois a vida não era muito fácil há trinta anos atrás, mas que felizes que éramos.À minha grande amiga Carla ke faleceu 21-08-2010
  • » margarida pereira, santo tirso, 22-09-2012 15:07

    tente viver com o salário minimo,com contas para pagar ,o povo português está habituado a um patamar muito alto e os senhores tentam revolcionar uma crise que é mundial ,mas digo-lhe ainda á pessoas com ordenados minimos que juntam umas croas como antigamente dito.
  • » Guida, Santarem, 22-09-2012 13:53

    Mesmo a não chegar a reforma minima ( Mas quem pode acreditar no que vou dizer e tenho como provar) Comecei a trabalhar tinha 10 anos comecei a descontar aos 14 ordens do Salazar e hoje aos 67 tenho de reforma 104,09€ ; Posso pelo menos acender uma lampada??? de 20W ??? como o Povo tem que ficar cego e ás escuras eu já ando ás escuras( ONDE ANDAM OS SALGUEIROS MAIA??? RIBATEJANO DE FIBRA!!!!!!!!!!! ACABARAM ???
  • » César, Foz do Iguaçu, 22-09-2012 4:45

    Incrivel a Igreja Católica é ainda a maior Instituição que ajuda e se preocupa com os mais pobres e depois há aqui umas pessoas que se acham no direito de criticar, como se fossemos o mau da fita. Quero ver quem é solteiro e tem de sair da casa dos seus pais e ganhar 475 ou 700 euros, como é que vai sobreviver, pagando renda de 400-800 euros? Só mesmos os pobres é que sabem o que custa a vida e dão sobretudo valor a ela. Já nem é sobreviver em Portugal, existe muitas pessoas a viver no limiar da miséria e por isso alguns dos iluministas nem querem reconhecer os dogmas da sua fé alertado pelo F.N. com o seu Advento do Nillismo...que bela alternativa de vida, penso eu do que. Em vez de criticarem (dizer babocaradas, ataques levianos e falso proselitismo sobre os mais ingénuos que não conhecem a história imparcial da Igreja) fazem alguma coisa pelo país já que sao uns belos de uns racionalistas, usem a vossa massa cinzenta a favor benéfico da sociedade, ou então calam-se e imigram e deixam aqueles que precisam ser ajudados e aqueles que ainda ajudam e mesmo assim são sempre criticados. Esquecem que muitos de vós é que usam o falso slogan cristão (usado como propaganda e ganhar votos) porque muitos de vós é que foram para com o governo com os vossos valores relativos e camuflados, que belo é esse o vosso relativismo que ensina a roubar e a passar impunes...como sempre...já foi o Sócrates, só falta o resto da escumalha do governo e seus adeptos ricos...
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  • » Joao, Corroios, 22-09-2012 0:12

    A igreja portuguesa, pouco ajudou ao longo dos séculos, nunca gostou que o povo tivesse muitos estudos, só o minimo, para não por em causa os dogmas da fé. 700 euros, até é demais para aquilo que produzimos, se não nos ajudassem, nem metade teriamos.
  • » pois, ptm, 22-09-2012 0:11

    Eu ganho uma media de 950 euros por mês, sou sozinho , pago de renda 250 euros mais agua, luz , gás e internet num estudio frente ao mar, o emprego fica a 3 kilometros-(6 minutos de carro) Saio as 16h de sexta feira e entro segunda ás 16, ou seja 3 dias de folga em horas, Vivo bem não me queixo, pago os meus impostos. Não sou rico e tenho mais chances de ser pobre, deixem me quieto pá.
  • » Nuno Pereira, Arraiolos, 21-09-2012 23:43

    Quantos e quantos Portugueses não ficavam alegres se vissem subir o ordenado minimo para esses 700€!
  • » jose, beja, 21-09-2012 22:57

    Pedro,com 600 euros leva uma boa vida,eu acredito,mas só se não tiver de pagar energia eletrica,gás,telefone,agua,se não se alimentar o minimo possivel,se não comprar peças de vestuario,se não pagar renda de casa ou emprestimo da mesma ao banco,e andar a pé e possivelmente não tem filhos.
  • » Algarve, Faro, 21-09-2012 22:19

    EM TODO O PAÍS, CHOVEM LÁGRIMAS DE DESESPERO, RESULTADO DO DINHEIRO QUE O GOVERNO PS ELEITO PELOS PORTUGUESES DERRETEU EM AUTOESTRADAS,AEROPORTOS E FUNCIONARIOS PUBLICOS!É ISTO QUE OS POLÍTICOS QUEREM CONTINUAR A FAZER: OBRIGAR O POVO PAGAR DÍVIDAS QUE FORAM FEITAS PELO POVO PORTUGUÊS !!!!
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