Trânsito está a degradar o Mosteiro da Batalha

15 mai, 2012 • Paula Costa Dias

Estado gastou milhões a construir um troço de auto-estrada que não resolve qualquer problema.  
Outro Monumento Património da Humanidade está a degradar-se a olhos vistos sem que o Estado faça o que quer que seja para o impedir.

O Mosteiro da Batalha continua a sofrer as consequências do trânsito de veículos pesados que passa pela EN1 porque a alternativa criada – a A19 – não cumpre o objectivo.

Foram milhões de euros gastos num troço que, afinal, não serve para nada. A inclusão de portagens no troço da A19 leva muitos condutores a preferir o EN1. O resultado é a continuação da degradação do Mosteiro da Batalha, nomeadamente pela poluição que resulta do dióxido de enxofre.

O Presidente do Centro de Património da Alta Estremadura considera a situação é insustentável. “Ao desviar algum trânsito motiva-se os pesados a continuar a passar peo IC2, é um ataque à nossa identidade. O Estado tem obrigação de criar as condições para impedir esse risco”, considera Joaquim Ruivo.

O presidente da Câmara da Batalha sugere que o Estado abdique das portagens naquele troço. O pedido formal foi feito ao secretário de Estado da Cultura, aguarda-se agora por mais dados sobre a afluência de carros naquela estrada para avançar com outras medidas.