O ministro da Educação, Nuno Crato, afirmou esta sexta-feira no Parlamento que pediu à Parque Escolar um relatório sobre a real situação financeira e de tesouraria da empresa, bem como propostas de medidas imediatas tendo em conta as auditorias.
As conclusões do Tribunal de Contas sobre a Parque Escolar revelam a existência de pagamentos ilegais superiores a 230 milhões de euros e já são do conhecimento do Ministério Público.
O ministro afirmou que estão a ser revistos todos os custos e que à nova administração da empresa foi dado um prazo de 60 dias para apresentar um relatório sobre a real situação da empresa, bem como propostas que tenham em conta as conclusões e recomendações formuladas nas auditorias da Inspecção-geral das Finanças e do Tribunal de Contas, conhecidas no último mês.
Em resposta à oposição sobre a paragem de investimento, Nuno Crato assegurou que as obras não foram congeladas e que apenas foi decidida a suspensão parcelar de algumas intervenções este ano (26), com retoma em 2013, estando em curso a calendarização de outras.
De acordo com o ministro, estão neste momento a decorrer obras em 48 escolas. "O programa, tal como estava concebido, era absolutamente insustentável", defendeu, lembrando que o endividamento da Parque Escolar é parte da dívida do país.
"Estamos a tentar requalificar todo o parque escolar sem luxos", garantiu.