O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, diz à Renascença que acredita no entendimento com o PS sobre o tratado orçamental europeu.
O Governo rejeita a negociação de uma adenda ao documento, proposta pelos socialistas, mas sugere a elaboração de uma resolução conjunta sobre política europeia.
“Existem muitos pontos convergentes entre os dois partidos que compõem a maioria e o Partido Socialista. Foi isso que, ao longo dos últimos 37 anos, nunca nos separou, a defesa e a visão da Europa. Há portanto aqui um espaço de entendimento”, afirma Miguel Relvas.
O Governo e os partidos da maioria, assegura, “tudo” farão para “conseguir um entendimento que não ponha em causa aquele que é o compromisso no plano europeu”.
Mas há condições para haver um consenso até sexta-feira, dia em que o tratado é votado na Assembleia da República? O ministro adjunto e dos Parlamentares acredita que sim.
“Da parte dos partidos que compõem a maioria e do Governo, naturalmente que sim, e também acredito que o Partido Socialista manterá essa disponibilidade e essa vontade. Acredito que o consenso europeu alcançado ao longo dos últimos 37 anos sairá reforçado”, remata Miguel Relvas.
Tratado é "claramente insuficiente"
A posição do Governo foi expressa numa carta enviada ao líder parlamentar do PS, que Carlos Zorrinho ainda não leu.
“Nós consideramos que um tratado sobre questões orçamentais pode ser importante, mas é claramente insuficiente e, portanto, nós batemo-nos por aquilo que falta a este tratado”, sublinha Carlos Zorrinho.