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Patriarca elogia "ousadia e lucidez" dos fundadores da Renascença

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“Comunicar é uma obrigação e um desafio que Jesus lançou à Igreja", disse D. José Policarpo.
10-04-2012 19:47

Na sessão solene dos 75 anos da Renascença, o Cardeal Patriarca de Lisboa destacou a ousadia e a lucidez que esteve na génese da fundação da emissora católica.

“Há 75 anos a rádio era um surpresa, podíamos perfeitamente ter esperado para ver o que é que dava para nos empenharmos a sério nesse meio de comunicar”, afirmou D. José Policarpo, na cerimónia realizada na Universidade Católica de Lisboa.

O Patriarca deu os parabéns à Renascença pelas bodas de diamante e elogiou a “ousadia e a lucidez de quem leu a História e percebeu o momento novo que começava na área da comunicação”.

D. José Policarpo salientou que “comunicar é uma obrigação e um desafio que Jesus lançou à Igreja”, “porque comunicar está ligado à sua missão de anunciar”.

“Para comunicar não basta fazer-se ouvir, é preciso fazer-se escutar”, mas comunicar é, também, “sugerir um sentido da vida”, frisou o Cardeal Patriarca de Lisboa na sessão solene dos 75 anos da Renascença.

"Fazem falta movimentos de Igreja"
O reitor da Universidade Católica foi outro dos intervenientes na cerimónia. Braga da Cruz alertou para a existência de um manifesto défice de associativismo católico em Portugal.

"Fazem falta movimentos de Igreja, organizados segundo os carismas e as vocações de acordo com as proximidades sócio-profissionais, e isso não impede, antes ajuda à dinâmica da Igreja."
 
Braga da Cruz considera que também "fazem falta organismos laicais de ‘staff’ e não apenas de linha, isto é, não hierárquicos, se bem que subordinados claramente à hierarquia, que intervenham com autonomia, sem comprometerem a hierarquia, mas em estreita articulação com ela, para responderem com versatilidade  às situações e aos problemas que surgem tanto ao nível local como nacional”.

Outra questão que afecta a intervenção pública dos católicos em Portugal, segundo o reitor da Universidade Católica, é a fraca representação dos católicos nas instituições políticas.

Braga da Cruz adianta que há uma deliberada intenção de fazer desaparecer o catolicismo organizado da vida pública e que é preciso, com urgência, uma resposta da Igreja.

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Comentários (1)
  • » Real filho de abraão, vieira do minho, 14-04-2012 21:34

    O sr reitor da universidade católica diz: « fazem falta movimentos de igreja» Com todo o respeito, permita - me que lhe conte um facto ocorrido há quatro anos: Um grupo de devotos de um santo, resolveu fazer uma confraria para gerir uma capela. Foram pedir autorização ao sr D.Jorge ortiga, arcebispo de Braga. Ele autorizou. Mas, um demónio que comanda a freguesis e a comissão fabriqueira daquela paróquia há mais de UM QUARTO DE SÉCULO, ORDENOU ao padre para não permitir a constituíção da confraria. O padre - que celebra missa naquela capela quase todos os sábados, por DOZE ou MAIS intenções, cobrando 10, 00 E por intenção - ameaçou deixar de vender missas se a confraria fosse constituída. O sr arcebispo determinou que as comissões fabriqueiras não deviam ter membros a desempenhar funções politicas, mas, alguns padres continuam a desobedecer, não cumprem a ordem dos bispos. Pergunto ao sr reitor: se o sr fosse bispo, e um padre não cumpri - se uma ordem, o sr que fazia? Pois eu lhe digo: se fosse eu o bispo, esses padres recebiam guia de marcha para ir pregar o evangelho num país socialista, cuba ou china. Iam ter a mesma sorte que teve o hitita que o rei david mandou para a frente de combate para ser ferido de morte. Instruam os pastores para que eles saibam libertar - se dos demónios. JC disse: pode um cego conduzir outro cego? Não cairão os dois numa cova? Regressamos ao tempo dos antigos profetas. Os filhos das trevas não mais astutos do que os filhos da luz. Portugal está na ruina por causa dos demónios. O profeta malaquias continua a ter razão: «as culpas dos sacerdotes; as culpas do povo».
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