O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
Ouvir Emissão
Acabou de Tocar MARIAH CAREY - WITHOUT YOU Acabou de Tocar

Últimas NotíciasPaísMundoPolíticaEconomiaReligiãoCulturaSaúde e CiênciaInfo A-ZEspeciaisSínodoPodcast

"Não há nada para interpretar nos sonhos"

  • Áudio "Não há nada para interpretar nos sonhos"

O que têm em comum os seres humanos e alguns mamíferos aquáticos? O neurocientista Alexandre Castro Caldas responde. 
29-03-2012 1:37 por Dora Pires
Imprimir Enviar por E-mail Fonte Aumentar Letra Diminuir Letra

O lado mágico do sono e do sonho sobrevive aos ténues avanços da ciência nesta matéria e que tendem a mostrar que o grande mistério dos sonhos até pode ser não terem mistério nenhum. A Renascença foi ouvir um neurocientista muito pragmático nestas coisas do sono.

O corpo não dorme e a actividade do cérebro durante o sono está provada desde que existem electroencefalogramas, mas os mais de 50 anos que passaram, entretanto, nem chegam ainda para perceber, exactamente, porque adormecemos.

“É muito difícil de perceber, exactamente, o que faz entrar o cérebro naquele estado. Fadiga, o ritmo circadiano, a falta de luz, conjugam-se uma série de circunstâncias que são os propulsores para desencadear o ritmo do sono”, refere Alexandre Castro Caldas.

O neurocientista defende que o mecanismo do cérebro durante o sono pode não andar muito longe do de alguns animais, nomeadamente certos mamíferos aquáticos.

O sono é uma espécie de circuito alternado que também serve para arrumar as experiências dos dias.

Quando o “arquivador” não tem certeza sobre as “gavetas” a usar ou despertamos antes de concluída essa tarefa, pode ser um pesadelo.

Alexandre Castro Caldas afasta o inconsciente desta história: “Não há nada para interpretar nos sonhos, nada. Não nos dizem nada de coisa nenhuma”.

O que não resta dúvida é que o sono é tão indispensável à vida como o alimento. Calcula-se que é difícil sobreviver mais de dez dias sem dormir, mas esta é uma dúvida que, se tudo correr bem, nunca se há-de esclarecer.

Um terço da nossa vida é passado a dormir e não, não é desperdício.

O “Sono e o Sonho” são os temas de um congresso que arrancou esta quinta-feira, no Porto.

PARTILHAR

  • PUB

Deixe aqui o seu comentário relativo a este artigo. Todos os comentários estão sujeitos a mediação.

Tem 1500 caracteres disponíveis

Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.


Entrar Renascença V+
Nigéria sem ébola: "Uma história de sucesso"



INFORMAÇÃO      BOLA BRANCA      PROGRAMAÇÃO      MÚSICA      MULTIMÉDIA      OPINIÃO