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Bento XVI visita Palácio da Revolução

27 mar, 2012 • Aura Miguel

Papa está de visita a Cuba, um país que, como disse ontem, “estende já o seu olhar para o amanhã”. Presença de Fidel Castro na agenda para hoje é ainda uma incógnita.
O ponto alto da agenda desta terça-feira na deslocação do Papa Bento XVI a Cuba é a visita ao Palácio da Revolução, a sede do Comité Central do Partido Comunista, em Havana. A incógnita está no eventual aparecimento do líder histórico Fidel Castro.

Bento XVI chega ao Palácio pelas 17h30 (23h30 em Lisboa). O programa prevê que o cumprimente o Presidente cubando, Raul Castro, e os seus familiares, mas não revela quem.

Interrogado na última noite sobre o assunto, o porta-voz do Vaticano, padre Frederico Lombardi, não negou a hipótese de Fidel ser um dos cumprimentados pelo Sumo Pontífice, mas também não deu qualquer certeza.

Bento XVI janta depois com os bispos de Cuba, na Nunciatura Apostólica de Havana.

Mas o dia de hoje começa, ainda em Santiago, com uma visita ao santuário da padroeira, a Virgem da Caridade El Cobre. A imagem de madeira foi descoberta há 400 anos por três pescadores – dois índios e um escravo negro – e transformou-se, juntamente com o respectivo santuário, numa referência na luta de libertação de escravatura. É agora símbolo da liberdade de Cuba.

Ao chegar ao santuário, por volta das 15h30 (hora de Lisboa), o Papa vai ser recebido festivamente por uma banda de tambores metálicos e dirigir algumas palavras à população mineira de El Cobre.

Bento XVI parte depois para Havana, onde deve chegar ao meio-dia.


“Se eu pudesse, pedia-lhe saúde para o meu bebé”
A população cubana está entusiasmada com a presença do Papa na sua terra. A Renascença recolheu algumas reacções, que revelam a alegria com que os cubanos recebem o Sucessor de Pedro.

“Encantou-me o Papa ter vindo aqui ao nosso país. É importante porque assim abençoa todos os cubanos”, afirma uma mulher.

Um jovem diz, por seu lado, que a visita de Bento XVI “é importante para nos abençoar a todos e seguir em frente”.

“Se eu pudesse, pedia-lhe saúde para o meu bebé, para a minha família, desenvolvimento. Que traga tranquilidade, que não haja guerra entre os países. Para nós, é como se fosse um enviado de Nosso Senhor Jesus Cristo”, conclui uma outra cubana.

O Papa Bento XVI chegou a Santiago na segunda-feira (noite em Lisboa), 14 anos depois de o seu antecessor, João Paulo II, ter visitado o país. À chegada, deixou o apelo para que o país avance pelos caminhos da justiça, da paz e da reconciliação e afirmou estar convencido de que, neste momento importante da sua história, Cuba se esforça por construir uma sociedade aberta e renovada.

O Presidente Raul Castro realçou, por seu lado, que estão bem as relações entre Cuba e a Igreja.