O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
|

Seca está a agravar infecções respiratórias

12 Mar, 2012

Há pólenes no ar e quem é alérgico aos ácaros também não escapa. Mas um especialista do Hospital de São João lembra que “há tratamentos simples” para que as pessoas “andem bem”.
A falta de chuva registada nos primeiros dois meses do ano causou um agravamento das infecções respiratórias, afirma o vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), João Fonseca.

"Tem-se notado um agravamento, em Janeiro e inícios de Fevereiro, dos sintomas brônquicos", refere, em declarações à agência Lusa.

“A asma [registou] períodos de agravamento, não só associados a infecções, porque, de facto, foi um período mais intenso de infecções respiratórias e síndromes víricos do que é habitual", indica ainda.

O mês de Fevereiro foi o mais seco dos últimos 81 anos em Portugal Continental, desde que se iniciaram registos continuados de observação, em 1931, com valores de precipitação cerca de 50 vezes inferiores aos normais.

Como consequência, 68% do território continental estava em seca severa em finais de Fevereiro e 38% em seca extrema, os dois níveis mais elevados deste fenómeno climático.

"Esta falta de chuva, principalmente, antecipou maiores quantidades de pólenes no ar, porque a chuva faz depositar no chão os pólenes, e, portanto, a ausência total de chuva piora um bocadinho os níveis polínicos do ar", explica João Fonseca.

O médico do Hospital de São João, no Porto, alerta para o agravamento dos sintomas, “quer oculares quer nasais”, durante "períodos longos, no início da primavera” se não houve chuva.

Segundo o especialista, "noutro tipo de alérgicos, nomeadamente aos ácaros e aos fungos, a falta de humidade também é positiva".

Mas o vice-presidente da SPAIC considera que não há razão para que as pessoas “andem mal”.

"Com tratamentos simples, mas adequados, principalmente de prevenção, seguramente que não há desculpas", conclui.