O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
Edição da Noite

“Troika” dá nota positiva, mas pior ainda está para vir

17 nov, 2011

A “troika” internacional, responsável pelo programa de ajuda económica a Portugal, deu indicações de clara satisfação com o trabalho realizado pelo governo português e, no desenvolvimento noticioso de maior impacto social, veio sugerir que o sector privado siga o exemplo do público e aplique "reduções sustentadas" nos salários.

Num comunicado da "troika", resumindo a sua avaliação, refere-se que “a fim de melhorar a competitividade dos custos de mão-de-obra, os salários do sector privado deverão seguir o exemplo do sector público e ter reduções sustentadas".

O responsável da missão da Comissão Europeia, Jurgen Kroger, o elemento que apresentou as linhas gerais da segunda avaliação do programa de assistência económica e financeira, referiu ainda que as reformas estruturais serão uma parte fundamental na próxima avaliação, a terceira.

Já pelo Banco Central Europeu, Rasmus Rüffer, elogiou, em particular, o trabalho do Banco de Portugal sublinhando que os bancos terão de cumprir as regras estabelecidas no programa.

O programa acordado entre Portugal e a “troika” pode sofrer um ajustamento no futuro, mas agora está adaptado à realidade económica, donde não faz sentido falar num aumento do pacote de 78 mil milhões de euros foi outra das conclusões do contacto dos responsáveis da troika com os jornalistas.

Já depois da conferência de imprensa, o dinamarquês Poul Thomsen, do Fundo Monetário Internacional, veio, esta noite, em entrevista à televisão pública, dizer que “o pior” para a economia portuguesa “ainda está para a vir”, mas manifestou a esperança de que Portugal consiga voltar a crescer dentro de mais de um ano”.

Thomsen recordou os problemas de competitividade da economia portuguesa e sublinhou que os ajustamentos nunca são fáceis de fazer.

Em relação a eventuais folgas orçamentais, Poul Thomsen disse que não encontrou nenhuma margem de manobra, rejeitando a tese do Partido Socialista de que, pelo menos, um subsídio da Função Pública poderia ser mantido em 2012.

Este será o tema para o Destaque do Edição da Noite, numa emissão onde, mais à frente, ouviremos o novo director do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja, o Cónego João Aguiar Campos.

Na segunda metade da emissão, Bernardo Pires de Lima e Francisco Sarsfield Cabral olham para as eleições de domingo em Espanha e para a tensão que a crise da dívida soberana provoca nos países periféricos da União Europeia.