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Citius. Ministra da Justiça pede desculpa mas desmente caos

17 set, 2014

Paula Teixeira da Cruz garantiu que vai trabalhar para apurar responsabilidades e que dará explicações no Parlamento.
A ministra da Justiça pediu desculpa sobre os problemas na plataforma Citius, mas desmentiu uma situação de caos. 

"Não tem havido caos, houve transtornos e problemas, com certeza. E esses estou aqui a assumir e peço, em nome do Ministério da Justiça, desculpa. Pelos transtornos e pelas dificuldades, não por um caos que não chegou a haver", disse Paula Teixeira da Cruz aos jornalistas.

A ministra admitiu, no entanto, a existência de muitos problemas. Disse mesmo que, se soubesse que teriam esta dimensão, não se importava de ter adiado por várias semanas a entrada em funcionamento da reforma.

Questionada sobre para quando o restabelecimento da normalidade da plataforma informática, a ministra não se comprometeu com qualquer data, afirmando, contudo, esperar que os problemas sejam resolvidos o mais breve possível.

Esclareceu, contudo, que sempre lhe foi dito que o sistema funcionaria na data prevista. Ao lado da ministra, estava o director do Instituto de Gestão Financeira, que interrompeu Paula Teixeira da Cruz para assumir ser ele o responsável pelas informações e garantias que foram sendo dadas.

A ministra prometeu ainda dar explicações no Parlamento e apurar reponsabilidades. "Uma questão quero aqui deixar muito clara: não deixarei de apurar a responsabilidade que ao caso couberem. Como sei que o Instituto de Gestão Financeira não deixará de querer ele próprio e, por si próprio, e pela qualidade a que nos habituou, de querer apurar responsabilidades. Até ao limite", acrescentou.

Sobre uma possível demissão, Paula Teixeira da Cruz esclareceu que "em tempos de dificuldades" só pensa em resolver os problemas, "não em ir embora".

Paula Teixeira da Cruz falava aos jornalistas à margem da apresentação do projecto do Código de Processo nos Tribunais Administrativos e do Estatuto dos Tribunais Administrativos e Fiscais, no Ministério da Justiça.