A força dos ídolos nos adolescentes

14 fev, 2014 • André Rodrigues

Os exemplos das estrelas mundiais podem não ser os melhores, mas na adolescência, isso não chega para abalar a admiração.

A força dos ídolos nos adolescentes
A força dos ídolos nos adolescentes
Maria e Leonor são irmãs, mas no plano musical cada qual tem a sua tribo: uma é "Belieber", a outra "Directioner". Na actualidade de todos os dias, estes heróis da adolescência vêem-se envolvidos em episódios de comportamento social impróprio, vídeoclips polémicos, consumo excessivo de álcool e drogas, como aconteceu mais recentemente com Justin Bieber. Do lado dos fãs, a reacção pode ser de seguidismo ou decepção. Do lado da família, é preciso saber como lidar com estes comportamentos.

Justin Bieber e Miley Cyrus são exemplos de crianças, nesta altura já adolescentes, que influenciam milhões em todo o mundo e que deixam muitos pais preocupados. 

O cantor canadiano Justin Bieber, de 19 anos, é formalmente acusado de condução sob a influência de substâncias tóxicas e velocidade excessiva e vai a julgamento devido a este caso. Já Miley Cyrus mudou a imagem, do dia para a noite, passando de adolescente inocente a cantora com uma imagem provocadora. 

Os exemplos dos ídolos de muitos jovens podem não ser os melhores, mas na adolescência, isso não chega para abalar a admiração.

A directora do departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, Sara Pereira, desaconselha restrições absolutas e diz que falar com os filhos é a melhor estratégia.“Falta de tempo não é desculpa”, defende esta especialista em literacia para os media, "muitas vezes ficam os pais zangados e o adolescente, mas isto não tem problema nenhum", garante.

Porque nem todos as realidades familiares são sensíveis a estas dependências, também a escola tem um lugar nesta mediação, defende. A especialista acrescenta que ainda há muito a fazer ao nível da regulação dos media nestes casos.