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Escavações arqueológicas revelam séculos de História em Mogadouro

04 jul, 2013 • Olímpia Mairos

Arqueológos da Universidade do Minho estão em Vilarinho dos Galegos à procura de novas descobertas da Idade do Ferro. A prospecção arqueológica está orçada em cerca de 108 mil euros e é financiada na totalidade pela autarquia.
Os arqueólogos da Universidade do Minho querem desfazer dúvidas sobre as funções da primitiva fortificação da Idade do Ferro situada em Vilarinho dos Galegos, no concelho de Mogadouro.

“Temos encontrado muitas cerâmicas, inclusivamente de importação, que nos mostram que há uma relação deste povoado com outros sítios. Ou seja, o sítio não está isolado, faz parte de uma rota de trocas comerciais de determinados produtos”, afirma à Renascença o investigador António Dinis. 

O grupo está na terceira fase dos trabalhos. “A actuação centra-se no fosso do sistema defensivo e, ao mesmo tempo, queremos iniciar prospecções no interior do sítio, para, assim, comprovar estruturas de habitat que até ao momento são muito desconhecidas", adianta o arqueólogo da Universidade do Minho.

Os trabalhos arqueológicos, coordenados por António Dinis, incidem na muralha e no torreão da estrutura defensiva que foi, ao que tudo indica, reconstruída na Idade Média.

“A muralha que vemos não é a muralha primitiva. Havia uma muralha mais antiga”, explica, dando nota da existência no local de “um torreão que foi desmantelado e deu origem a uma torre”.

A antiga fortificação, segundo o investigador, remonta à era pré-romana e tinha como função defender um enorme povoado, existente no local onde agora as sondagens arqueológicas se realizam. A ocupação da área do castro e de toda a área envolvente está cronologicamente situada entre a Idade do Ferro até ao século XX.

A prospecção arqueológica está orçada em cerca de 108 mil euros e é "financiada na totalidade" por fundos da autarquia, contando com a colaboração técnica da Universidade do Minho.

O castro de Vilarinho dos Galegos faz parte da Rota dos Castros e Berrões, conjuntamente com outras fortificações peninsulares da região de Salamanca, Ávila, Miranda do Douro e Penafiel.