Deputados visitam escolas militares por entre queixas de antigos alunos

16 abr, 2013 • Ana Rodrigues

António Refóios, dos antigos alunos, diz que a única solução é anular o despacho que manda encerrar o Instituto de Odivelas e faz reformas no Colégio Militar e Pupilos do Exército.  
Os deputados da Comissão Parlamentar de Defesa visitam esta terça-feira as escolas militares que o Governo vai reformular em breve, incluindo o Colégio Militar que no âmbito da reforma em curso vai passar a ser misto e com alunos externos.

O despacho do Governo levanta dúvidas à associação de antigos alunos que está a lutar pela anulação do documento.

A reforma dos estabelecimentos militares de ensino vai mesmo avançar, o anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Defesa. O Instituto de Odivelas vai ser fechado, o Colégio Militar passa a ser misto e os Pupilos do Exército vocacionados para o ensino técnico-profissional.

António Refóios, presidente da Associação de Antigos Alunos do Colégio Militar, diz que a única saída é anular o despacho governamental: “Não concordamos com esta decisão por uma razão substantiva, porque o que está em causa é um conjunto de mudanças substantivas, sem o mínimo de preparação, num período curtíssimo e com necessidades de investimento elevadas. Em suma, é uma reforma profunda irreflectida e sem a devida preparação”.

O calendário é impensável, diz Antonio Refóios, que não rejeita no entanto algumas das medidas previstas para o colégio militar, como é o caso da opção entre regime de externato e internato e da introdução do primeiro ciclo.

Já quanto à ideia de um colégio misto, a associação questiona a sua eficácia e por isso considera ser necessária mais reflexão.