Direita ganha Regionais. Sarkozy em primeiro e Le Pen em segundo

22 mar, 2015

Ainda se contam os votos, mas já não há dúvidas de quem fica com os dois principais lugares.
Direita ganha Regionais. Sarkozy em primeiro e Le Pen em segundo

Os socialistas franceses sofreram nova derrota. Nas eleições locais deste domingo, a direita venceu em toda a linha com a UMP, o partido do “regressado” Nicholas Sarkozy, a ter mais de 29% dos votos.

A extrema-direita ficou em segundo lugar. A Frente Nacional, formação de Marine le Pen, conseguiu 26,3%. Já o partido socialista, actualmente no poder, não foi além dos 21,4%.

O primeiro-ministro Manuel Valls sublinhou o facto de a extrema-direita não ter vencido. “Esta noite, a extrema-direita, mesmo com uma votação elevada, não foi a primeira força política em França. Congratulo-me com este resultado porque me envolvi pessoalmente. Quando nós mobilizamos a sociedade, quando mobilizamos os franceses, isso tem um resultado”.

Por outro lado, Valls acrescenta que “os candidatos da maioria conseguiram um resultado honroso e o total de votos da esquerda equivale aos da direita”.

Nicolas Sarkozy, que regressou há poucos meses à política activa, disse, na primeira reacção, que o resultado das eleições é a resposta às mentiras do actual Governo socialista. "Se os nossos compatriotas se desviaram massivamente da esquerda é porque têm o entendimento de que depois de três anos não param de lhes mentir sobre o desemprego, sobre os impostos, sobre a segurança, sobre a educação nacional e sobre tantos outros assuntos. No próximo domingo votem pela direita republicana e do centro. Esta é a única forma de preparar a alternância".

Já Marine Le Pen, líder da extrema-direita, pediu de imediato a demissão do primeiro-ministro Manuel Valls. "Este voto massivo nos candidatos patriotas constitui uma resposta ao primeiro-ministro que conduziu uma campanha contra o povo, uma campanha obscena e violenta estigmatizando milhões de eleitores franceses. Esta incitação ao ódio foi seguida por alguns orgãos de comunicação social sem qualquer imparcialidade não podemos fazer de conta que não se passou nada nesta campanha em que os ataques à frente nacional foram escandalosos e o resultado desta noite é a melhor resposta que os eleitores poderia ter dado ao sistema".

[actualizado às 22h20]