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Presidente deposto da Ucrânia procurado por assassinato

Enviado Daniel Rosário fala em caça ao homem

Chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, visita hoje o país e tem reunião marcada com o presidente interino, com quem quer discutir medidas de apoio económico ao país.
24-02-2014 10:28
O Presidente ucraniano deposto, Viktor Yanukovich, é oficialmente procurado pela polícia sob a acusação de assassinato em massa de pessoas inocentes. A confirmação foi dada esta segunda-feira pelo novo ministro do Interior.

“Foi aberto um processo pelo assassinato em massa de cidadãos inocentes”, anunciou Arsen Avakov através do seu perfil no Facebook, adiantando terem sido emitidos mandados de captura contra “Yanukovich e outros responsáveis”.

Viktor Yanukovich está desaparecido desde sábado e terá já abandonado o local onde se pensava que estaria – a sua residência privada na cidade de Balaclava, na região da Crimeia.

Na semana passada, os confrontos nas ruas de Kiev atingiram patamares de violência elevados, donde resultaram, pelo menos, 82 mortos. “Snipers” da polícia atiraram contra os manifestantes e é por causa desses episódios que foi emitido um mandado de captura contra Yanukovich, deposto pelo Parlamento no sábado.

Durante o fim-de-semana, os deputados tomaram outras decisões, como libertar a antiga primeira-ministra Yulia Timochenko e a marcar eleições para 25 de Maio.

Mas os ucranianos querem ver para crer. No domingo, muita gente rumou à Praça da Independência para se juntar a quem lá tem estado.

“Não é ainda tempo de celebrar. Ainda estamos em guerra. Vamos ficar aqui pelo tempo que for necessário”, afirma um ucraniano de 53 anos à agência Reuters.

União Europeia em Kiev. Ucrânia pede ajuda
A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, viaja hoje para a Ucrânia, onde pretende discutir com o presidente interino, Oleksander Turchinov, medidas de ajuda económica ao país.

A Ucrânia precisa de cerca de 25 mil milhões de euros de ajuda externa nos próximos dois anos. A primeira tranche é necessária dentro de duas semanas.

A crise ucraniana começou em Novembro, quando o Presidente Viktor Yanukovich recusou uma proposta de acordo comercial com a União Europeia e optou por aceitar um empréstimo de quase 11 mil milhões da Rússia. Moscovo prometeu ainda uma redução no preço do gás.

“Nos últimos dois dias, temos mantido conversações com os embaixadores da União Europeia, dos Estados Unidos e de outros países, bem como com representantes de instituições internacionais no sentido de conseguirmos uma ajuda financeira substancial”, afirma em comunicado o novo ministro das Finanças, Yuri Kolobov.

O presidente interino do país, Oleksander Turchinov, também já veio dizer que a economia da Ucrânia está à beira do abismo, pelo que está a ponderar realizar uma conferência de doadores que envolva a União Europeia, os Estados Unidos e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Kiev espera também que o preço do gás que paga à Rússia não sofra alterações. Resta saber se Moscovo vai manter o acordo estabelecido em Dezembro com o então presidente Viktor Yanukovich.
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Comentários (5)
  • » bobo, lisboa e outra, 24-02-2014 13:57

    E Mário Soares?E Manuel Alegre?
  • » joao, suiça, 24-02-2014 13:20

    Então e os atiradores furtivos por partes do manifestantes, não devem ser punidos? È por isso que estes paises jamais serão uma democcracia...
  • » F, Lx, 24-02-2014 13:10

    Não Victor, por cá os corruptos reúnem-se em Congresso, e os Victor assobiam para o lado. Convém não é ?! Dá jeito, quando os outros que se lixem, os Victor estão bem é o que interessa. E ainda tem boca para falar ? PS Já agora, os "meninos de coro" da Igreja da Renascença continua a apoiar os fascistas ao longo da história ... pois também convém, é para manter a tradição papal ao longo da História desde Constantino ?! Pois é ... é !
  • » Aleijadinho, Porto, 24-02-2014 13:03

    Na Ucrânia o povo NÃO É SERENO...!
  • » Vitor Marques, Matosinhos, 24-02-2014 11:59

    Certamente, os Partidos (mais) à esquerda, em Portugal, já se manifestaram positivamente sobre a queda do governo (ou regime?) na Ucrânia. Eu também sempre fui muito distraído...
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