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Foto-reportagem

Helder rendeu-se a Fátima, Fredy quer paz na Venezuela. Uma visita em 14 retratos

13 mai, 2017 - 17:04 • Joana Bourgard

Fátima é experiência para repetir e repetir. Uma forma de curar males, perspectivar a vida, respirar, "evoluir como pessoa". Este ano, foi tudo a dobrar: Fátima teve o Papa. E Francisco atraiu até pessoas da Índia, como Marie Claude, que chegou com "peso no coração" e vai "voltar para casa com o coração mais leve".
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Helder Coelho, 44 anos, vulcanizador. Cacém

"Vim sozinho para apoiar aqueles que precisam de ajuda pelo caminho. Há sempre pessoas com problemas durante o caminho, pessoas que ficam para trás e são deixadas pelos grupos. A mãe de Jesus foi uma pessoa que, mesmo a sofrer, apoiou muita gente. Peguei no sentido peregrino de José e Maria quando se foram recensear e em todo o caminho de Maria para assistir à morte do filho e apoiar os outros que assistiam à Sua morte. Vim a Fátima pela primeira vez em 2007 com o intuito de criticar as pessoas que cá vêm porque achava que havia outros actos para praticar a fé. Mas quando cá cheguei fiquei desarmado e passei a vir todos os anos. Coincidi a minha vinda com a do centenário, a vinda do Papa foi uma mais-valia."

Raquel Mateus, 20 anos, estudante de Ciências Farmacêuticas. Évora

"Normalmente venho cá uma vez por ano. Este é um sítio de reflexão. Conseguimos parar e pensar no que somos para os outros. Há uma frase: 'Tudo com Deus e nada sem Maria'. Ou seja, Maria não é o centro, mas é a base. Maria cuidou sem esperar nada em troca. É isso que me traz aqui."

Maria Ana Ribeiro, 32 anos, mãe. Lisboa

Comecei a vir a Fátima em 2000, com a vinda do "Papa João Paulo II, com a beatificação dos pastorinhos. Estive seis meses no Carmelo de Fátima, mas Nosso Senhor quis que eu tivesse outra vocação e deu-me esta família. Fátima é um lugar muito importante e temos esta graça de estar a poucos quilómetros de distância. Sempre que cá venho sinto-me em casa. É onde nos encontramos em comunidade, com os irmãos, onde estamos mais perto de Jesus. Toda a gente fala da mística de Fátima, da luz de Fátima, do silêncio de Fátima. É um lugar de paz. Hoje vim pelos três motivos: pelo centenário, pela canonização e pelo Papa. Como dizia D. Nuno Brás: 'Se Pedro vem a Fátima, não podemos ficar em casa."

Michael Tavares, 18 anos, estudante. Cabo Verde

"Vim a Fátima porque fiz uma promessa. Em Cabo Verde fazem um concurso para conseguir vagas nas universidades portuguesas. Prometi que se conseguisse vaga viria a Fátima. Consegui entrar na Universidade de Coimbra e vim cumprir a promessa. Em Cabo Verde, na minha cidade, na Ilha de Santiago, a Nossa Senhora de Fátima é a nossa santa. Identifico-me muito com ela."

João Saraiva, 31 anos, militar da GNR. Viseu

"Marquei férias para esta altura para cumprir a peregrinação. Venho há três anos consecutivos porque estive muito doente e prometi à Nossa Senhora de Fátima que se recuperasse vinha cá. Vir a Fátima é um conforto de todo um ano de coisas boas e coisas más. É o virar a página. Ganhar força para mais um ano e pensar na próxima peregrinação."

Marie Claude, 38 anos, professor. Índia

"Viemos porque é uma ocasião especial devido ao centenário e viemos pedir a bênção de Maria. Durante a minha infância, na terra onde cresci, em Chennai, havia uma igreja dedicada a Nossa Senhora de Fátima. Íamos todos os domingos a essa igreja e sempre fui devoto a Nossa Senhora de Fátima. Não podíamos perder esta oportunidade de vir a Fátima, principalmente com a vinda do Papa. Este local é muito especial porque vimos descarregar o nosso peso. Vim com muito peso no coração, dei-o a Maria, e ela ficou com ele por mim. Agora vou poder voltar para casa com o coração mais leve."

Arsenic Mando, 22 anos, estudante. Guiné-Bissau

"Vim a Fátima pela canonização dos Santos, Francisco e Jacinta. Há muitos anos que queria vir cá porque na Guiné há uma grande devoção à Nossa Senhora de Fátima. Teria vindo de qualquer forma, mas é uma honra para mim a presença do Papa Francisco neste grande centenário das aparições."

Fredy Vasil, 49 anos, empresário. Venezuela

"Desde há sete ou oito anos que venho a Portugal. Gosto da tranquilidade e das pessoas. Os portugueses foram uma peça-chave na construção da Venezuela depois da II Guerra Mundial. Luto com a arma da fé para que salvem a Venezuela. Já vimos a Fátima há quatro anos consecutivos. Vimos pedir em concreto a paz na Venezuela. Esperamos que a Nossa Senhora de Fátima e o Papa intercedam pela Venezuela."

António Oliveira, 63 anos, bate-chapas. Carcavelos

"Vim sozinho de autocaravana. Venho sempre todos os anos. No ano passado, vim oito vezes a Fátima e este ano já é a quarta vez que cá venho. Gosto de cá vir porque é um descanso, uma paz muito grande. Há uma coisa em Fátima que não dá para entender. Adoro vir aqui. Há 10 anos tive um acidente de mota, tive de levar uma prótese e vim cá pedir à Nossa Senhora para me ajudar e correu sempre tudo bem, o melhor possível. Adoro estar aqui. É uma sensação de paz e esqueço-me de tudo o que passou, que ficou lá para trás. Esqueço-me de tudo. Teria vindo de qualquer forma, mas a visita do Papa é uma feliz coincidência mas. É como o nosso Presidente da República, um homem do povo. Se pudesse estar com ele dava-lhe um beijinho, de coração, e agradecia-lhe por ele ser assim, tão bom."


Gerard Batard, 57 anos, guia turístico. França

"A Nossa Senhora de Fátima, ou a Nossa Senhora de Lourdes, ou a Nossa Senhora de Guadalupe, é a nossa mãe. É um dever e uma honra trazer os grupos aqui, viver o que a Nossa Senhora tem para nos dar. Quando vimos cá ela tem sempre algo para nos dar. Aqui em Fátima, ela junta pessoas de todo o mundo. Este local é para encontrar esperança, encontrar amor, encontrar esperança. Quando as pessoas vêm por esperança é porque estão em sofrimento, e estão dispostas a sofrer mais, ao caminharem de joelhos, com a esperança de melhores dias. Conheci o Papa João Paulo II, conheci o Papa Bento e gostava muito de conhecer o Papa Francisco. Ele dá-nos a simplicidade do amor de Deus. É um símbolo da caridade das acção do dia-a-dia. Ele quer trazer-nos de volta para o sítio onde Jesus quer que estejamos."

Jean René, padre em Toronto, no Canadá

"Vim especialmente para o centenário das aparições. É muito importante para mim porque quero ser consagrado à Nossa Senhora. É a segunda vez que cá venho. É um grande símbolo de fé e um grande sinal de esperança. Hoje vou estar com o Papa Francisco pela primeira vez. Vou dar a comunhão com ele e fazer parte deste momento. A grande mensagem é que o futuro está com Deus. O futuro não é um Deus ou deuses, mas está com Deus e com Maria, como nossa Mãe."

Tiago Martins, 22 anos, operário

"Venho duas vezes por ano a Fátima, em Maio e Agosto. Para mim, a Nossa Senhora de Fátima é a nossa mãe. No dia-a-dia não temos tempo para reflectir e aqui podemos fazer uma meditação, pensar na vida, estar em paz e evoluir como pessoa."

Ana Sofia Cardoso, 42 anos, mãe a tempo inteiro, Seixal

"Sempre que há possibilidade venho à casa da Mãe. Venho cá muitas vezes por ano porque para mim é uma necessidade devido a uma série de acontecimentos na vida. Este sítio transmite-me paz interior. Volto para casa renovada, regresso com mais amor no coração. Acho importante vir renovar a minha fé e felizmente vamos ter a visita do Papa. É o Papa de que precisamos. Ele prima pela união, pela paz, pela igualdade."

Luís Alves, 31 anos, GNR. São Brás de Alportel

"Foram 400 quilómetros durante 12 dias, caminhei desde o dia 30 de Abril. Venho a Fátima várias vezes por ano, pela devoção e pela energia deste local. É indescritível. Vir aqui não é um dever, é uma necessidade vir cá sentir a paz que este local nos transmite. A fé faz-nos mover assim. Acredito que não há nenhum sítio no mundo onde haja tanta paz como aqui, estando vazio ou esta imensa multidão. O amor que nós temos por Nossa Senhora de Fátima é tão imenso que traz imensas pessoas de todo o mundo. Teria vindo de qualquer forma, mas com a vinda do Papa Francisco junta-se o útil ao agradável."

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