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20 anos da Expo 98

A Expo 98 pôs mais Portugal no mundo e mais mundo em Portugal

18 mai, 2018 - 08:00 • Dina Soares , Joana Bourgard

O impacto económico da Expo 98 não se mede só em receitas ou em empregos criados. Augusto Mateus, que era ministro da Economia quando o projeto foi lançado, considera que o aumento da autoestima e a abertura ao mundo foram as principais vantagens da exposição internacional para a economia portuguesa. A Renascença recorda a Expo com 20 histórias da maior intervenção feita na cidade de Lisboa desde o terramoto de 1755.
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A Expo 98 marcou a entrada de Portugal na era da modernidade. Augusto Mateus, economista e antigo ministro do primeiro governo de António Guterres, estudou o impacto económico da exposição internacional. Analisou os números, a criação de emprego – meio milhão só na construção civil – mas considera que o mais importante foi mesmo a mudança de mentalidades e o aumento da autoestima dos portugueses. “Foi um tempo de modernidade que foi importante para Portugal se afirmar na Europa, para ganhar confiança, para dinamizar a economia portuguesa e para promover uma requalificação da cidade de Lisboa.”

Em seu entender, são estas as marcas que perduram. Augusto Mateus lembra que Portugal tinha entrado na União Europeia pouco mais de uma década antes e que aproveitou a Expo para se afirmar entre os seus parceiros europeus e não só. “Era preciso haver mais Portugal no mundo e mais mundo em Portugal. Esse aspeto foi muito importante para a economia portuguesa, porque veio pôr a internacionalização na agenda com mais ênfase.”

Promoção do turismo continua a dar frutos

Esta abertura de fronteiras e mentalidades continua a dar frutos nos nossos dias. Augusto Mateus considera que foi um fator importante para que Portugal recolhesse dividendos do ponto de vista da sua afirmação como uma pequena potência turística.

Atualmente, Portugal está na lista dos 20 primeiros países do mundo em matéria de receitas turísticas. A nível das exportações, cai para a lista dos 60 países mais importantes.

Do ponto de vista das contas, o economista reconhece que se verificaram alguns deslizes, mas prefere valorizar a iniciativa como um todo. “Fez-se, deu bons exemplos e está viva. Isso é muito importante.”

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