O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
A+ / A-

​Touros e vinho também foram eleitos no Orçamento Participativo Portugal

14 set, 2017 - 17:07 • Eunice Lourenço

Resultados foram apresentados esta quinta-feira. Nos Açores dominam os projectos relacionados com presos, no Centro há uma terra que quer ser Capital da Magnólia e em Lisboa venceram projectos para idosos.
A+ / A-

Um dos temas que mais divide a sociedade e até a política portuguesa – a tauromaquia – serve de base a um dos projectos vencedores do Orçamento Participativo Portugal (OPP), a iniciativa do Governo que reservou 3 milhões de euros para projectos apresentados pelos cidadãos.

Os resultados foram apresentados esta quinta-feira, no Parque das Nações em Lisboa, e os 38 projectos mais votados vão passar à fase de implementação.

O projecto nacional mais votado, como a Renascença divulgou, é uma iniciativa de âmbito nacional denominada “Cultura para todos”, que pretende promover a troca de livros e inclui a entrega de um cheque cultura a cada jovem de 18 anos.

O segundo projecto de âmbito nacional mais votado, com menos de mil votos de diferença do primeiro, pretende fazer um inventário das actividades taurinas e registá-las no inventário nacional de Património Cultural Imaterial de Portugal (PCI).

Este projecto, que foi apresentado na assembleia participativa de Portalegre, tem duração prevista de 12 meses e um investimento de 200 mil euros.

“O projecto visa dar início ao processo de inventariação e classificação dos elementos relevantes que caracterizam a cultura tauromáquica”, lê-se na apresentação do projecto, que também defende que é preciso “reconstruir a componente nacional da cultura tauromáquica, isto é, dos seus elementos que não se reduzem aos territórios municipais, tendo presença e relevância transversal a todo o país”.

Já nas propostas de âmbito regional, o projecto mais votado, com 8.373 votos, foi a criação de uma rede regional de ludotecas no Norte com o objectivo central de divulgação e recuperação dos jogos de tabuleiro. Ainda no Norte – região que mais votos concentrou – foi escolhido um projecto de contos e lendas transmontanos que pretende que cada freguesia dos municípios de Bragança e Vinhais seja retratada através de um conto desenvolvido nos agrupamentos de escolas.

Da literatura para o teatro, mas ainda a Norte, foi escolhido o projecto “O Teatro e as serras” que pretende levar espectáculos aos municípios e freguesias à volta das serras do interior.

Na região do Algarve, o projecto mais votado é a criação de uma hemeroteca com digitalização de todos os jornais e revistas algarvios desde 1833. Mas também foi aprovado um projecto para recolha de plástico nas praias e a valorização da Festa da Senhora dos Navegantes na Ilha da Culatra, entre outros.

Na região Centro dominam os projectos na área da cultura e ciência, a começar pela criação de um parque botânico em Vale Domingos, que quer ser a Capital Mundial da Magnólia.

Apoios a idosos e reclusos

Já na área metropolitana de Lisboa, o projecto mais votado é a criação de grupos de canto para seniores. Mas a preocupação com os mais velhos também levou à aprovação de um projecto apresentado no Barreiro que pretende pôr jovens e famílias a “adoptar” idosos, incentivando passeios, lanches e actividades socioculturais.

No Alentejo, venceu um projecto para a evocação do médico Garcia de Orta nos 450 anos da sua morte. Mas entre os projectos desta região está também o “Tabernas do Alentejo – arte e ciência”, que tem por lema “O vinho é a única obra de arte que se pode beber” e vai promover a realização de tertúlias itinerantes para valorizar o vinho.

Os projectos eleitos nos Açores mostram grande preocupação com os presos e a sua recuperação e reintegração. Três em quatro projectos são nesse sentido e o quarto é uma proposta para a prevenção de indisciplina e violência.

Também na Madeira foram eleitos projectos para a formação e reinserção de jovens com comportamentos de risco. E um outro que pretende dar formação sobre os bordados da Madeira a reclusas dos estabelecimentos prisionais daquela região autónoma.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Bita
    14 set, 2017 lisboa 21:36
    A fotografia para esta noticia é descabida.Porque não colocar um forcado a pegar um toiro pelos cornos? Porque não fazer sobressair a bravura de quem os pega pelos cornos?
  • Maria Mercês
    14 set, 2017 Santarem 21:19
    A foto não engana o vergonhoso espectáculo que são as touradas. Fazerem sofrer animais indefesos, que não pediram para ir para a arena sofrer. O toureiro elegantemente agride o touro e quando o caso fica mal parado "dá à sola....e deixa o cavalo indefeso " ,que grande valentão... E os papalvos nas bancadas a aplaudirem o sofrimento de um animal. Tenham vergonha e deixem os animais em paz . Procurem outro local para se pavonearem ou então ... melhor, vão para dentro da arena junto com os animais. Mas.... sem defesa como eles!!!! Cobardolas ,utilizem o vosso dinheiro em causas válidas.
  • Manuel Sá
    14 set, 2017 Porto 20:44
    António (18H4O explique aqui aos leigos o que é isso de ESSÊNCIA taurina. Fiquei curioso. Obrigado
  • Luis
    14 set, 2017 Beja 20:35
    O que tem a foto? Não retrata uma tourada? É photoshop querem ver? Vergonha de ser português.
  • Sangil
    14 set, 2017 Santarem 20:31
    A foto do touro a massacrar o cavalo caído, e do toureiro a FUGIR, abandonando o cavalo, seu ganha pão, a um destino macabro, retrata bem o sadismo das touradas e a cobardia dos toureiros. A essa foto deviam também de ter adicionadas as dos touros com farpas de 2,5 cm cravadas, a sangrar abundantemenet e, de certeza, com grande dôr, para gládio de (des)humanos embriagados pela visão de sangue inocente derramado.
  • Soares
    14 set, 2017 Sintra 20:16
    A foto representa um pouco da opereta trágico-cómica que é a tauromaquia,; melhor, seria ver o cavaleiro debaixo do cavalo que tb não tem culpa do cenário para onde foi empurrado; por fim, prestem atenção às pessoas aflitas, (que tapam a cara) e super congestionadas quando o touro avança para os forcados; finalmente, a descompressão após o sucesso/subjugação do animal; conclusão: hipocrisia e desplante cru, mais próprio de irracionais/animais, com devida salvaguarda dos bichos e dos animais.
  • Maria
    14 set, 2017 Porto 19:47
    Esta deve ser uma foto enviada pela protoiro - só pode. Que vergonha!!
  • Marcos Tenório
    14 set, 2017 Campo Maior 19:05
    A foto foi escolhida pelo deputado André Silva? Aposto que sim....
  • Ricardo
    14 set, 2017 Lisboa 19:02
    ANTONIO... tem toda a razao... aquela foto nao mostra em nada o que representa um espetaculo taurino.... para bem representar tinha de mostrar um touro completamente ensanguentado, com a lingua de fora e a mugir ... e os papalvos a baterem palmas por verem um gajo vestido de bailarino a pavonear-se como se fosse um deus
  • Carla Ferriera
    14 set, 2017 19:00
    Foge cobardolas!!!!