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Cristão israelita acusado de matar filha por relação com muçulmano

17 jul, 2017 - 19:58

Henriette Karra foi esfaqueada no pescoço depois de ter anunciado que pretendia converter-se ao islão por amor ao seu namorado, que se encontra preso.
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Um homem cristão residente na cidade israelita de Ramle foi acusado no domingo de ter assassinado a própria filha, depois de esta ter anunciado a intenção de se converter ao islão por amor ao seu namorado.

O homicídio teve lugar no dia 13 de Junho e seguiu-se a várias semanas de altercações e violência doméstica. Henriette já tinha saído de casa duas semanas antes de ser morta e foi viver com uma parente depois de o seu pai a ter ameaçado quando se soube que namorava com um muçulmano que se encontra detido numa prisão israelita. Mesmo assim o pai ainda a agrediu quando a foi visitar a casa dessa parente, informa o jornal israelita Haaretz.

A vítima terá resistido a várias solicitações para regressar a casa e também rejeitou auxílio policial e a oferta de uma assistente social para lhe arranjar um abrigo. Em vez disso pediu ajuda para pagar um apartamento mas acabou por aceitar ficar em casa da parente. Contudo, acabou por voltar para casa nessa noite de 11 de Junho.

O caso parece ter assumido contornos mais graves quando Henriette depositou cerca de 100 euros na conta da cantina prisional do namorado e depois confessou a uma familiar que ele estava prestes a sair em liberdade e que ela pretendia converter-se ao islão a seu pedido. Essa familiar ligou a Sami Karra, pai de Henriette, para o informar.

Nessa noite, segundo as autoridades, Sami terá atacado Henriette, esfaqueando-a no pescoço, matando-a. Segundo o "Haaretz", Sami Karra tem um longo historial de crime, incluindo intimidação e posse e tráfico de drogas. Aliham, a mãe da vítima, terá dito à polícia que Sami sentia que o comportamento da jovem era uma desonra para a família.

Depois de matar a filha, Sami saiu de casa e viajou com o irmão para a cidade de Bat Yam, de onde não regressou, mesmo depois de informado da morte da jovem. Pouco mais de um mês mais tarde foi detido por suspeita de ser ele o assassino.

As mortes de jovens raparigas por questões de honra são uma realidade frequente em várias partes do mundo, mas pouco comuns em famílias cristãs.


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