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Cinema

Locarno homenageia "Curtas" de Vila do Conde

11 ago, 2012

Realizador português João Pedro Rodrigues na corrida ao Leopardo de Ouro.

O festival de cinema de Locarno, na Suíça, encerra este sábado com a entrega do Leopardo de Ouro, ao qual é candidato o realizador português João Pedro Rodrigues, e com uma homenagem ao festival "Curtas" de Vila do Conde.
 
O festival português é destacado, na cidade suíça, com a exibição de quatro produções encomendadas pela mostra portuguesa, para a celebração da sua 20ª edição.  
 
Integradas na secção "Pardi di domani" ("Leopardos de amanhã"), dedicada a potenciais novos valores do cinema, numa sessão especial intitulada "Omaggio a Curtas Vila do Conde", as quatro produções hoje exibidas são "Land of My Dreams", de Yann Gonzalez, "O Milagre de Santo António", de Sergei Loznitsa, "O Canto do Rocha", de Helvécio Marins Jr., e "Reconversão", de Thom Andersen, sobre a arquitetura de Eduardo Souto de Moura. 
 
Estes quatro filmes tiveram estreia mundial no 20º Curtas Vila do Conde, que decorreu de 7 a 15 de Julho. 
 
No festival de Locarno, um dos maiores festivais europeus de cinema, que começou no dia 1 de Agosto e termina hoje, também foram incluídas, na competição internacional, as curtas-metragens "O que arde cura", de João Rui Guerra da Mata, estreada no festival IndieLisboa, no passado mês de Abril, e "Zwazo", de Gabriel Abrantes, que teve primeira apresentação pública no "Curtas", em Julho. 
 
A curta-metragem "O dom das lágrimas", novo filme do realizador João Nicolau, encomendado por Guimarães, Capital Europeia da Cultura, foi seleccionado para a secção "Corti di autori" ("Curtas de autor"). 
 
Na competição internacional, lutando pelo Leopardo de Ouro, prémio máximo do certame, está a longa-metragem "A última vez que vi Macau", de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata. 
 
Na segunda-feira, o director artístico do Festival, Olivier Père, elogiou o cinema português entrando-se, em particular, na obra de João Pedro Rodrigues, no "blog" com que tem vindo a acompanhar esta edição da mostra.  
 
Sobre "A última vez que vi Macau", filme a concurso, Olivier Père considerou-o "o mais barroco dos filmes, sempre em transformação, passando de um diário íntimo à mais delirante das ficções policiais".