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Mãos de Rui Patrício têm "estrelinha"

Rui Patrício volta a salvar o Sporting em Alvalade

Sporting 1-0 Beira-Mar. Guardião salva o Sporting já nos descontos, com "penalty" defendido depois de Wolfswinkel ter também desperdiçado uma grande penalidade. Carrillo salta do banco e marca o golo do terceiro triunfo consecutivo dos leões.
18-01-2013 22:03 por José Pedro Pinto

O Sporting está, paulatinamente, a tornar-se na mudança que quer ver preconizada. É preciso abordar a recuperação leonina com pinças, porque a equipa ainda não está totalmente restabelecida do ponto de vista emocional. O que é certo, porém, é que há uma nova era para os lados de Alvalade.

A espaços, a crença falha. A espaços, a confiança esbate-se. Mas agora há "estrelinha". E vai toda para as mãos de Rui Patrício. Os últimos sete minutos do desafio foram dignos de um final épico de teatro. Nesta peça há heróis, vilões, indicações cénicas, tudo.

Sente-se, porque vamos por partes. Aos 88', Capel é travado por Jaime na grande-área. O central foi expulso e Wolfswinkel desperdiça a possibilidade de fazer o 2-0, com Rui Rego a negar o golo ao holandês. Quatro minutos depois, já Rúben Ribeiro está frente a frente com Rui Patrício. Novo "penalty", nova bola defendida. De novo, o capitão assume a batuta e a responsabilidade de guiar uma equipa que parecia estar prestes a cair em desgraça.

E antes?
O triunfo sobre o Beira-Mar é o terceiro consecutivo na temporada - por incrível que pareça, é a primeira vez que tal série sucede, esta temporada. Os processos defensivos estão bem mais consolidados, há maior ligação entre a linha média e o ataque, mais dinâmica e fluidez de jogo.

A aplicação do esforço leonino, esta noite, continuou a ser débil, inconstante, com a 1ª parte a fazer regressar os jogadores a um tempo em que, até à chegada de Jesualdo Ferreira, o nível exibicional era paupérrimo.

Este Sporting já reage. Após os primeiros 45' em que a melhor ocasião de golo até pertenceu a um atrevido Beira-Mar, Jesualdo manteve o onze inalterado, vendo-se forçado, contudo, a trocar um apagado Jeffrén por um explosivo Carrillo.

Bastaram cinco minutos do peruano em campo para o futebol verde e branco ficar bem mais assertivo. Com "La Culebra", não há que inventar. Labyad só teve que servir o peruano para o golo da vitória (63'). Mal sabia o avançado o que iria sofrer nos últimos instantes do desafio.

Como a lei da vida, a mudança é inevitável. O Sporting começa a perceber que tem que mudar e já iniciou o processo. A qualificação para os lugares europeus continua a estar no horizonte.

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