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Greve na Caixa Geral de Depósitos. Trabalhadores sentem-se discriminados

02 nov, 2012

Funcionários queixam-se de serem considerados sector público para umas coisas e privado para outras, reclamam o pagamento dos subsídios e consideram que o corte das remunerações só serve para "financiar a empresa".
Esta sexta-feira, é possível que encontre dependências bancárias da Caixa Geral de Depósitos (CGD) encerradas. Os trabalhadores do banco público estão em greve. Reclamam o pagamento dos subsídios de férias e de Natal e acusam o Governo de tratamento discriminatório.

“Somos considerados agentes do sector público, mas depois, para outros efeitos, somos considerados como sendo de instituições privadas. Depois, a componente pública nem sequer se traduz em aquilo que nos tiram reverter para o erário público mas para a empresa, portanto, tudo isto é uma incongruência, não faz qualquer sentido”, afirma João Lopes, do Sindicato dos Trabalhadores Grupo Caixa.

Outra razão para o protesto prende-se com a eventual privatização da CGD, depois das notícias surgidas que dão conta do interesse do Governo numa alienação (ainda que parcial) do banco público a privados.

Para a tarde está prevista uma concentração junto à sede do grupo bancário, em Lisboa.

O anúncio da greve foi feito no início do mês e o sindicato espera uma "boa adesão", até porque, para a concentração na Avenida João XXI, "vem gente de todo o país".