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Travagem nas exportações deveu-se a “Páscoa tardia”

09 mai, 2014

Depois de há um ano Vítor Gaspar ter justificado a queda do investimento com o Inverno rigoroso, Maria Luís Albuquerque defende agora a travagem nas exportações com a Páscoa, Sines e Autoeuropa.
Travagem nas exportações deveu-se a “Páscoa tardia”

A ministra das Finanças acredita que parte da travagem nas exportações no primeiro trimestre se deveu a uma Páscoa tardia.

Esta manhã, o INE anunciou que as exportações cresceram apenas 1,7% enquanto as importações aumentaram 6% nos primeiros três meses do ano, mas Maria Luís Albuquerque deu esta tarde, no Parlamento, a sua versão sobre a evolução do comércio externo.

Se há cerca de um ano, Vítor Gaspar atribuía ao Inverno rigoroso a queda do investimento, agora Maria Luís Albuquerque diz que a queda das exportações se ficou a dever a uma Páscoa tardia, mas também a paragens em Sines e na Autoeuropa. 

“A questão dos combustíveis estava prevista no sentido em que se sabia que a refinaria de Sines ia ter uma pausa, uma paragem de produção. Isso naturalmente tem um impacto no fluxo das importações. A Autoeuropa também teve uma paragem e uma redução da produção neste primeiro trimestre. No segundo trimestre vai retomar e vai ter uma aceleração significativa da produção que se reflectirá nas exportações”, explicou a ministra das Finanças.

“Tivemos um outro fenómeno que pode parecer relativamente pouco relevante, mas, como acontece ciclicamente, nós já conhecemos os seus efeitos, que é a Páscoa ter sido tarde. As compras, as aquisições que são feitas em Março e as vendas foram essencialmente em Abril”, acrescentou Maria Luís Albuquerque .

Erros no DEO
A ministra das Finanças foi ouvida na Comissão de Orçamento e Finanças, no Parlamento, a propósito do Documento de Estratégia Orçamental (DEO). E aproveitou para distribuir aos deputados uma errata sobre o documento.

“Encontrámos um conjunto de erros menores em alguns números e alguns quadros, alguns até decorrentes das perguntas da UTAO. É muita informação, um trabalho técnico pesado, como já tive ocasião de repetir mais de uma vez. Aquilo que vem nesta errata são essas correcções", disse.

"Não mexem nada no investimento. Faz uma correcção no saldo da balança corrente e da balança corrente e de capital, na trajectória do saldo orçamental, que tinha uma inconsistência entre dois quadros, e acrescenta uma tabela que se destina a uma melhor compreensão por parte dos deputados do conjunto das medidas para 2015”, explicou.