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IPO do Porto trabalha "de borla" desde Outubro

13 dez, 2012 • Pedro Mesquita

Presidente do conselho de administração está preocupado, porque a instituição tem de acomodar cortes de 2,8%, além dos encargos com os funcionários.
O Instituto Português de Oncologia do Porto está a trabalhar de "graça" desde Outubro, pois o dinheiro do Estado já não chega para as necessidades. Laranja Pontes, presidente do conselho de administração do IPO, diz à Renascença que o contrato-programa com o Estado expirou há dois meses.

“Neste momento, as consultas que fazemos já não estão incluídas no contrato-programa assinado no princípio do ano, porque já expiraram em Outubro”, alerta o responsável, acrescentando que esta situação penaliza o orçamento do instituto.

Segundo Laranja pontes, “a partir de certa altura do ano, nas consultas, nas cirurgias, nalgumas sessões do hospital de dia já não temos cabimento orçamental contratual”, ou seja, “fazemos, mas não recebemos por isso", sublinha.

Os receios do presidente do conselho de administração agravam-se quando pensa nos cortes de 2,8% previstos pelo Estado para o próximo ano, a par de muitos outros encargos. “Como empresa vamos ter de devolver o 13.º mês do ano passado, pagar o aumento das contribuições para a Segurança Social dos funcionários públicos que passaram para o regime geral. Isso tudo junto com o corte de 2,8% vai ser logo à cabeça um corte de 6,7%”, lamenta.