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Liga dos Campeões

Chelsea 2-1 Benfica. "Lei de Murphy" só não beliscou a atitude

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Benfica fora da Champions. Problemas na defesa, golo sofrido de grande penalidade, expulsão de Maxi Pereira ainda na 1ª parte e uma dualidade de critérios gritante de Damir Skomina sintetizam queda encarnada que Javi García ainda tentou impedir. Tudo o que podia correr mal, correu mesmo mal à equipa portuguesa.
04-04-2012 21:38 por José Pedro Pinto

"Tudo o que puder correr mal, vai correr mal". A enunciação simples da Lei de Murphy explica, em suma, o que se passou em Londres.

O Benfica está fora da Liga dos Campeões depois de perder com o Chelsea (2-1), esta quarta-feira, falhando o apuramento para as meias-finais numa das semanas mais complicadas e conturbadas que Jorge Jesus enfrentou como treinador do Benfica.

Sem centrais de raiz, o técnico encarnado improvisou, descortinou uma dupla de centrais improvável e ainda lidou com a dificuldade acrescida de uma equipa de arbitragem marcada indelevelmente pelo erro.

22 anos depois da última presença numa meia-final da Champions (então Taça dos Campeões Europeus), o Benfica terá que esperar por nova oportunidade.

(Quase) tudo correu mal
Ninguém acreditaria que o Benfica entrasse em campo a comandar a iniciativa de jogo perante o difícil contexto que Jorge Jesus encarou na hora de escalar o onze inicial.

Sem centrais de raiz, a dupla do eixo foi, para usar as palavras do próprio treinador, "inventada".

Emerson e Javi García viram à distância os primeiros remates do encontro à baliza contrária, mas chumbaram praticamente no primeiro teste à consistência e concentração.

Ashley Cole entrou a toda a velocidade na grande-área encarnada, sendo "placado" pelo espanhol, habituado a este tipo de abordagens como "trinco" e bem mais adiantado no terreno.

Grande penalidade assinalada por Damir Skomina e convertida por Lampard, abrindo o activo aos 21'.

Retenhamos o nome do árbitro. O esloveno assumiu, igualmente, o protagonismo que os juízes detestam atrair.

A dualidade de critérios de Skomina na amostragem de amarelos penalizou claramente o Benfica. O mesmo tipo de faltas, com a consequente admoestação disciplinar, não foi em nada sancionada do outro lado do campo.

Num desses lapsos de memória da equipa de arbitragem, Maxi Pereira viu o segundo amarelo e recolheu mais cedo aos balneários.

Atitude ficou intacta
O remate de Cardozo defendido com mestria por Cech, no arranque da 2ª metade, transmitiu a evidência de que o Benfica ainda não tinha baixado os braços.

Em contra-ataque, os homens de Roberto Di Matteo criavam muito perigo, é certo, aproveitando a superioridade numérica e o desposicionamento de um Benfica com as linhas bem subidas em busca do empate que pudesse permitir sonhar com o golo final do apuramento.

Perante o "catenaccio" da equipa mais italiana de Inglaterra, Jesus respondia com instruções claras à sua equipa: posse de bola, rápidas transições e uma dupla alteração que ajudou a dar mais frescura a uma equipa que demonstrava já estar fisicamente debilitada.

Nélson Oliveira e Yannick Djaló deram a capacidade de explosão que o Benfica precisava e, à semelhança do "Takuara", colocou Cech à prova.

Após um cabeceamento de Djaló que Cech desviou para canto, surgiu o golo da esperança. Da cabeça de Javi García, na sequência de um canto de Aimar, saiu uma bola que alimentou o sonho.

Isto até ao minuto 92', quando Meireles teve espaço, num contra-ataque, e chutou. Chutou mesmo. Um golaço a sentenciar a eliminatória com um 3-1 no conjunto da eliminatória.


Ficha de Jogo

Liga dos Campeões: 2ª mão dos quartos-de-final
Stamford Bridge, Londres
Árbitro: Damir Skomina (Eslovénia)

Chelsea
Petr Cech; Branislav Ivanovic, David Luiz, John Terry (59') e Ashley Cole; John Obi Mikel, Ramires e Frank Lampard; Juan Mata (79'), Fernando Torres (88') e Salomon Kalou.
Suplentes: Turnbull, Paulo Ferreira, Gary Cahill (59'), Michael Essien, Raúl Meireles (79'), Didier Drogba (88') e Daniel Sturridge.
Treinador: Roberto Di Matteo.

Benfica
Artur Moraes; Maxi Pereira, Emerson, Javi García e Joan Capdevila; Nemanja Matic e Axel Witsel; Bruno César (72'), Pablo Aimar e Nico Gaitán (62'); Óscar Cardozo (57').
Suplentes: Eduardo, Nolito, Yannick Djaló (62'), André Almeida, Nélson Oliveira (57'), Rodrigo (72') e Javier Saviola.
Treinador: Jorge Jesus.

Golos: Frank Lampard (g.p., 21'), Javi García (85'), Raúl Meireles (92').

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Comentários (4)
  • » Realista, Mem Martins, 05-04-2012 16:43

    As declarações tanto do treinador como do Presidente do SLB, são lastimáveis, e até na hora da derrota, à que ter comportamento digno. Assim, perdemos a razão se a tivermos. Isto é o exemplo puro e simples de dois desportistas (?), que o não sabem ser.
  • » Edgar, Amares, 04-04-2012 22:43

    As declarações do técnico Jesus são um disparate. Deve de ser das dinopetrias, tal como os senhores da renascença e todos os jornalistas, todos fanáticos do vermelho.
  • » c.monteiro, Famalicão, 04-04-2012 21:51

    JJ tinha razão de querer o Chelsia. Pelo que vi hoje não teria lugar na 2ª divisão Os jogadores estão aburguesados e não querem correr.O Arbitro seria português'?.
  • » c.monteiro, Famalicão, 04-04-2012 21:51

    JJ tinha razão de querer o Chelsia. Pelo que vi hoje não teria lugar na 2ª divisão Os jogadores estão aburguesados e não querem correr.O Arbitro seria português'?.

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