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Benfica

Jesus condenado no caso de Guimarães

12 fev, 2014

Treinador do Benfica deu-se como culpado e escapa a pena de prisão, na sequência dos incidentes registados após o jogo com o Vitória de Guimarães. Jesus condenado a indemnizar polícia agredido, o Estado e a pagar 25 mil euros a uma instituição de solidariedade.
Jorge Jesus foi condenado ao pagamento de indemnizações e doações, na sequência dos incidentes que protagonizou após o desafio entre Benfica e Vitória de Guimarães, para a Primeira Liga, de acordo com a Procuradoria Geral do Porto.

O treinador dos encarnados admitiu os crimes de coacção e resistência à autoridade, mas não irá cumprir pena de prisão. No sentido de suspender o processo, Jesus aceitou, então indemnizar o agente da autoridade que agrediu, assim como Estado e fazer uma doação avultada a uma instituição de caridade. 

Desta forma, Jesus terá de pagar, num prazo máximo de oito meses, 25 mil euros a duas instituição de solidariedade, assim como 500 euros ao polícia que se viu envolvido nos incidentes e 75 euros ao Estado português.

Em comunicado, a Procuradoria Geral do Porto revela que "o Ministério Público considerou que os elementos de prova recolhidos no inquérito indiciavam a prática, por este, de um crime de resistência e coacção a funcionário, previsto e punível pelo artigo 347º nº1 do Código Penal".

"Ponderados todos os elementos relevantes", portanto, o Ministério Público "concluiu que estavam reunidos os requisitos para que o processo fosse suspenso provisoriamente. Como esta medida processual depende da concordância do arguido, foi o referido treinador confrontado com ela, nos termos delineados pelo Ministério Público quanto a prazo e injunções, aceitando-a. Nesta conformidade, obtida também a necessária concordância judicial, foi o processo de inquérito, quanto ao referido treinador principal, suspenso pelo prazo de oito meses, prazo durante o qual deverá dar cumprimento às seguintes injunções: Entrega de satisfação pecuniária ao lesado, agente da PSP, no valor de €500; pagamento de €25 000 a duas instituições de solidariedade social identificadas - €12 500 a cada uma delas -, uma com actuação na área da saúde, outra na área do apoio à criança", pode ler-se na referida referida nota.

Recorde-se, a este propósito, que Jorge Jesus já tinha sido condenado no âmbito da justiça desportiva. O Conselho de Disciplina da Federação suspendeu o técnico por um mês.

O que se passou a 22 de Setembro?
Jorge Jesus protagonizou um polémico episódio na noite de 22 de Setembro, após o triunfo benfiquista sobre os minhotos (0-1), envolvendo-se com elementos das forças de autoridade quando alguns adeptos encarnados invadiram o relvado do estádio D. Afonso Henriques.

O técnico das águias justificou a sua acção com a pretensão de acalmar os ânimos entre os adeptos e as forças de autoridade, que tentavam conter a entrada dos apoiantes benfiquistas no relvado.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) considerou, no auto de notícia sobre o incidente, que Jorge Jesus não só tentou impedir a sua acção para evitar o crime de invasão de campo, como o fez desobedecendo e agredindo os agentes que estavam em campo. Este tipo de comportamento levou a que, de forma inevitável, o treinador fosse constituído arguido, ficando sujeito a Termo de Identidade de Residência.

[notícia actualizada às 20h11]