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Caso "Casagrande"

Título europeu de 1987 está a salvo

23 abr, 2013 • Luís Aresta

Ainda o caso das denúncias do brasileiro Walter Casagrande, em relação ao consumo de "doping" ao serviço do FC Porto. Especialista ouvido por Bola Branca não exclui possibilidade de a FIFA se pronunciar sobre o tema, mas dificilmente haverá consequências.
Título europeu de 1987 está a salvo

O FC Porto deverá estar a salvo de qualquer punição da FIFA, na sequência das revelações sobre "doping" do seu antigo jogador Walter Casagrande, a não ser que outras denúncias venham a surgir. A opinião é do jurista Pedro Miguel Branco.

Numa entrevista a Bola Branca, o especialista em Direito do Desporto esclarece que "se viesse um médico, um técnico ou um dirigente confessar, aí já seria diferente".
 
"Mas", ressalva, "neste caso, apesar das confissões do jogador, penso que o FC Porto estará a salvo de qualquer punição", prossegue. Em todo o caso, o jurista não exclui a possibilidade de o clube presidido por Pinto da Costa vir a estar sob a alçada disciplinar da FIFA.

"Até pela rigidez que lhe é conhecida, poderá e deverá abrir um inquérito disciplinar para averiguar a situação, mas em termos práticos não deverá ter nenhum resultado", explica. Por um lado, "dado o tempo que passou qualquer ilícito disciplinar já estaria prescrito" e, por outro, "é quase impossível, mesmo com a confissão do jogador, provar que o FC Porto tinha algum tipo de conhecimento e, pelos vistos, nem sequer houve na altura qualquer controlo antidoping ao jogador".

Walter Casagrande jogou durante seis meses no FC Porto, entre Janeiro e Junho de 1987, ano em que o clube se sagrou campeão europeu. O jogador, agora com 50 anos, denunciou no Brasil, numa entrevista ao programa de Jô Soares, que teria sido incentivado a injectar susbstâncias dopantes enquanto jogador do clube azul-e-branco e que recorreu a essas susbtâncias por quatro ocasiões.