O secretário de Estado da Juventude e do Desporto garante que o Governo só intervirá no caso da U. Leiria "se for absolutamente necessário".
"O Governo tem de intervir apenas e só quando se revelar necessário, quando for uma mais valia. Há mecanismos dos regulamentos das Ligas que devem ser capazes de solucionar este tipo de problemas", acrescentou.
Alexandre Mestre considera que "não se deve esperar tudo do Estado de forma sebastiánica" e que "as instâncias do futebol devem encontrar mecanismos de sustentabilidade económico-financeira e de fiscalização de cumprimento dos próprios regulamentos".
O governante explicou que "o Governo não se revê em situações de constantes dívidas, de salários em atraso, que põem em causa situações humanas" e realçou o facto de haver "jogadores que estão a precisar de dinheiro, com fome".
Alargamento da Liga
Aprovado o alargamento pela Liga de clubes, Alexandre Mestre considera que a decisão cabe agora à Federação Portuguesa de Futebol: "Se os clubes decidiram em sede da Liga nesse sentido, não é o Governo que vai dizer se está bem ou mal."
Alterações à lei de anti-dopagem
O secretário de Estado do Desporto abordou também a transposição da legislação anti-dopagem para a Lei nacional. Caso não fosse feita, Portugal podia perder a final da Liga dos Campeões no Estádio da Luz, em 2014.
As alterações realizadas passam pelo agravamento das penas.