José Mourinho bem se ajoelhou, no relvado do Santiago Bernabéu, quando Schweinsteiger bateu a grande penalidade decisiva. O sentimento positivo do treinador português numa defesa de Iker Casillas saiu gorado.
Os bávaros faziam a festa do apuramento para a final da Liga dos Campeões, em Madrid, mantendo no subconsciente que terão a possibilidade de disputar a final em Munique, perante o seu público, diante do Chelsea, a 19 de Maio.
Cristiano Ronaldo também é chamado a esta estória. Apontou os dois golos do Real Madrid no tempo regulamentar (aos 6', da marca dos onze metros, e aos 14'), colocando os "blancos" em vantagem na eliminatória, depois da derrota por 2-1 averbada na Baviera.
Robben não queria perdoar a forma como saiu dos madrilenos, sem um reconhecimento que, pensará, merecia. Ainda na 1ª parte, de "penalty" (27'), haveria de fazer o 2-1, forçando o prolongamento e, por sinal, uma responsabilidade que o capitão da Selecção Nacional não queria.
No desempate por castigos máximos, Ronaldo preparou-se para bater o primeiro do Real. Rematou, em jeito, para a direita de Neuer. Manuel adivinhou o lado e com uma palmada feliz desviou a bola da baliza.
O resto, ficará para a história recordar daqui a uns anos. E, depois do Barcelona, o rival Real Madrid segue o mesmo caminho.
Em Munique, o Bayern receberá o Chelsea. Certamente uma final improvável.