O presidente do Sporting, Godinho Lopes, acredita na inocência de Paulo Pereira Cristóvão, que foi constituído arguido no “caso” Cardinal.
Godinho Lopes, em entrevista à agência Lusa, afirma que a direcção do clube leonino deposita confiança no vice-presidente com funções suspensas e salvaguarda o direito à presunção de inocência.
“O Paulo [Pereira Cristóvão] está agora sujeito a um processo de inquérito e foi constituído arguido. Nós, como direcção, depositamos confiança no Paulo e acreditamos que não é culpado e, como sabem, há presunção de inocência até ser culpado, um arguido não é culpado”, sublinha o presidente do Sporting.
"Sporting não está envolvido em nada"
Godinho Lopes salienta a decisão de Paulo Pereira Cristóvão de suspender o mandato de vice-presidente, para deixar a investigação decorrer com "toda a tranquilidade" e para que "não misturassem o nome do Sporting neste processo".
"O Sporting não foi acusado de nada, houve um vice-presidente que foi constituido arguido, o que não significa que seja culpado. Agora, os processos vão prosseguir em segredo de justiça, até ao momento em que determinarão se o tema vai passar a julgamento ou não. O Sporting não está envolvido em nada, nem o Sporting Club de Portugal, nem a SAD", sublinha o presidente Godinho Lopes.
O vice-presidente Paulo Pereira Cristóvão foi sido constituído arguido num processo instaurado pelo Ministério Público no caso do árbitro José Cardinal.
A Polícia Judiciária suspeita que o dirigente leonino terá orquestrado uma "armadilha" a José Cardinal, enviando o funcionário de uma empresa sua à Madeira para efectuar um depósito de dois mil euros na conta do árbitro.
O objectivo seria afastar José Cardinal da partida entre Marítimo e Sporting, a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal.