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Opinião de José Luís Nunes Martins
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​O amor é uma brisa

10 nov, 2017 • Opinião de José Luís Nunes Martins


Num jogo de equilíbrios, os que se amam fortalecem-se através do que têm de comum e fortalecem-se, da mesma forma, no que têm de diferente, mas complementar. No demais, perdoam-se.

Suave, vem de longe beijar a face dos que o esperam, abraça-os, envolve-os e eleva-os tão alto quanto as estrelas.

Aliança íntima de toda a vida, liga duas existências com um compromisso que, como um vento, vai de um coração a outro.

Invisível, conhece-se apenas por aquilo que faz. Uma aragem, sublime.

Num jogo de equilíbrios, os que se amam fortalecem-se através do que têm de comum e fortalecem-se, da mesma forma, no que têm de diferente, mas complementar. No demais, perdoam-se.

As tempestades não servem para que nos deixemos levar por elas para um lugar qualquer que nem elas sabem qual é. Testam os nossos propósitos e a firmeza com que neles acreditamos. A força do perdão é capaz de acalmar um furacão.

A eterna esperança é a raiz do nosso ser. A promessa da felicidade já é razão para uma alegria verdadeira e concreta, que nos faz crescer nas virtudes que nos farão alcançar a paz do sorriso de quem navega os mares do infinito.

A diferença entre o vento e o amor é que o vento é alheio à vontade humana, por mais iluminada e animada que seja.

Amar não é ser amado. A reciprocidade pode acontecer em alguns casos. O amor é, em absoluto, pessoal, não dependendo de coisa alguma.

Tal como o vento é capaz de fazer mover as areias do deserto, assim também o sopro do amor liberta o homem do pior dos nevoeiros: o egoísmo.

A intensidade certa é essencial… nem de mais, nem de menos. A constância também… apesar de comportar algumas falhas. A direção é o mais importante, pois quando não vai de mim para o outro… não é amor.

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